FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Recém-nascido com 25 dias de vida, nascido de parto vaginal após gestação a termo, sem complicações, apresenta tosse e 'respiração rápida' há 3 dias. Sua mãe relata que há uma semana começou a apresentar congestão nasal e secreção ocular, mas não tem febre ou mudança no apetite. Sua temperatura é de 37,4°C. Ao exame apresenta congestão nasal, rinorreia, conjuntivite bilateral. Na ausculta pulmonar observam-se raros estertores crepitantes esparsos e FR = 46 mrpm. O patógeno mais provável, para este caso, é:
RN < 3 meses, tosse seca, taquipneia, conjuntivite e afebril → suspeitar de pneumonia por Chlamydia trachomatis.
A apresentação clínica de um recém-nascido afebril com conjuntivite, congestão nasal e tosse seca progressiva, evoluindo para taquipneia e estertores, é altamente sugestiva de pneumonia por Chlamydia trachomatis. A infecção é adquirida durante o parto vaginal de mãe colonizada, e os sintomas respiratórios geralmente aparecem entre 2 e 12 semanas de vida.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis é uma causa comum de doença respiratória em recém-nascidos e lactentes jovens, geralmente manifestando-se entre 2 e 12 semanas de vida. A infecção é adquirida verticalmente, durante a passagem do recém-nascido pelo canal de parto de uma mãe com cervicite por Chlamydia não tratada. A apresentação clínica é bastante característica e deve ser prontamente reconhecida. Os sintomas iniciais frequentemente incluem conjuntivite neonatal (que pode ter sido tratada ou resolvida), seguida por congestão nasal, rinorreia e uma tosse seca, persistente e característica (tosse em 'staccato'). A febre é incomum, e o apetite geralmente é preservado. Com a progressão, pode haver taquipneia e, à ausculta pulmonar, estertores crepitantes. O hemograma costuma ser normal ou apresentar eosinofilia. O diagnóstico é confirmado por testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT) em secreções respiratórias. O tratamento de escolha é a eritromicina oral por 10 a 14 dias, que trata tanto a pneumonia quanto a conjuntivite. A azitromicina é uma alternativa, mas a eritromicina é preferida em neonatos devido à maior experiência e menor preocupação com estenose pilórica hipertrófica, embora esse risco seja baixo. O tratamento materno e dos parceiros sexuais é fundamental para prevenir reinfecções.
Os sintomas incluem tosse seca persistente (muitas vezes em 'staccato'), taquipneia, congestão nasal, e frequentemente conjuntivite prévia ou concomitante, geralmente sem febre.
A infecção é adquirida verticalmente, durante a passagem pelo canal de parto de uma mãe com cervicite por Chlamydia trachomatis não tratada.
O tratamento de escolha é a eritromicina oral por 10 a 14 dias. Azitromicina é uma alternativa, mas a eritromicina é preferida devido à maior experiência e menor risco de estenose pilórica hipertrófica.
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