Chikungunya: Manejo Ambulatorial e Sinais de Alarme

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 23 anos de idade, sem comorbidades, residente em área de alta incidência de arboviroses, procurou o pronto-socorro com queixa de febre com calafrios há três dias, associada a poliartralgia importante e cefaleia. Ao exame físico, apresentou FC = 102 bpm, PA = 123 mmHg x 85 mmHg, FR = 17 irpm, SatO2 = 97% em ar ambiente, temperatura axilar = 39 ºC e tempo de enchimento capilar = 1,5 segundo. Foram realizadas sorologias com diagnóstico de Chikungunya. Acerca desse caso, assinale a alternativa que apresenta o manejo indicado.

Alternativas

  1. A) Internação para monitorização e tratamento antiviral
  2. B) Uso de oseltamivir domiciliar e recomendação acerca de sinais de alarme
  3. C) Internação para tratamento sintomático e realização de exames de imagem
  4. D) Prescrição de sintomáticos para uso domiciliar e recomendações relacionadas aos sinais de alarme

Pérola Clínica

Chikungunya sem sinais de alarme → tratamento sintomático domiciliar + orientação sobre sinais de gravidade.

Resumo-Chave

A maioria dos casos de Chikungunya cursa com sintomas leves a moderados e pode ser manejada ambulatorialmente. O tratamento é primariamente sintomático, focando no alívio da febre e das dores articulares, com hidratação adequada e repouso. É crucial orientar o paciente sobre os sinais de alarme para buscar atendimento médico imediato.

Contexto Educacional

A febre Chikungunya é uma arbovirose transmitida por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, com alta incidência no Brasil. Caracteriza-se por febre alta e poliartralgia intensa, que pode se tornar crônica em uma parcela dos pacientes. O diagnóstico é clínico-epidemiológico e confirmado por sorologia ou PCR. É fundamental para residentes saberem diferenciar a Chikungunya de outras arboviroses, como Dengue e Zika, e manejar adequadamente os pacientes. A maioria dos pacientes com Chikungunya apresenta um curso benigno e pode ser tratada em regime ambulatorial. O manejo foca no alívio dos sintomas, principalmente a dor e a febre, com analgésicos (paracetamol, dipirona) e hidratação oral. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem ser utilizados para a dor articular após a fase aguda (geralmente após o 5º dia de doença), desde que não haja sinais de alarme ou contraindicações. A orientação sobre sinais de alarme é crucial para evitar complicações. Pacientes devem ser instruídos a procurar o pronto-socorro imediatamente se apresentarem dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, hipotensão, letargia ou outros sinais de gravidade. A internação é reservada para casos graves, pacientes com comorbidades descompensadas ou aqueles que necessitam de monitorização intensiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da febre Chikungunya?

Os sintomas mais comuns incluem febre alta de início súbito, poliartralgia intensa (especialmente em pequenas articulações), cefaleia, mialgia, exantema e, por vezes, edema articular.

Qual é o tratamento indicado para casos leves de Chikungunya?

O tratamento é sintomático, com repouso, hidratação oral abundante e uso de analgésicos e antitérmicos como paracetamol ou dipirona. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem ser usados após o 5º dia de doença, se não houver sinais de alarme.

Quais sinais de alarme devem ser orientados ao paciente com Chikungunya?

Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, hipotensão postural, letargia, irritabilidade, diminuição da diurese e extremidades frias.

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