UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Homem de 40 anos tem diagnóstico de infecção pelo vírus Chikungunya há 6 meses. Tem feito uso por conta própria de anti-inflamatório não hormonal e injeções de corticoide devido à persistência da poliartrite. Nessa etapa, a medicação a ser iniciada deve ser o(a)
Poliartrite persistente pós-Chikungunya (>3 meses) → Iniciar DMARDs, como Metotrexato, para controle da doença.
A fase crônica da infecção por Chikungunya, caracterizada por poliartrite persistente por mais de 3 meses, requer o uso de drogas modificadoras do curso da doença (DMARDs), como o metotrexato. O uso prolongado de AINEs e corticoides por conta própria não é a abordagem ideal e pode mascarar a necessidade de um tratamento mais específico.
A infecção pelo vírus Chikungunya pode evoluir para uma fase crônica em uma parcela significativa dos pacientes, caracterizada principalmente pela persistência de sintomas articulares, como poliartrite e poliartralgia, por mais de 3 meses. Essa fase crônica pode ser debilitante e necessita de uma abordagem terapêutica mais específica do que apenas o controle sintomático. A fisiopatologia da artrite crônica pós-Chikungunya envolve a persistência viral em tecidos articulares ou a indução de uma resposta autoimune. O diagnóstico é clínico, baseado na história de infecção prévia e na persistência dos sintomas articulares. É importante diferenciar de outras causas de artrite inflamatória. O tratamento da poliartrite persistente na fase crônica da Chikungunya envolve a introdução de drogas modificadoras do curso da doença (DMARDs). O metotrexato é a primeira escolha para muitos pacientes, devido à sua eficácia e perfil de segurança conhecido em outras artrites inflamatórias. Outras opções incluem leflunomida ou sulfassalazina. O uso prolongado de AINEs e corticosteroides, embora alivie os sintomas, não modifica o curso da doença e pode ter efeitos adversos significativos.
A fase crônica da Chikungunya é caracterizada pela persistência de sintomas articulares, como poliartrite e poliartralgia, por mais de 3 meses após o início da doença aguda.
O metotrexato é um DMARD (Disease-Modifying Antirheumatic Drug) que atua modulando a resposta imune e reduzindo a inflamação articular, sendo eficaz no controle da poliartrite persistente associada à Chikungunya, de forma semelhante ao seu uso em outras artrites inflamatórias.
Se o metotrexato não for suficiente, outras opções incluem outros DMARDs sintéticos (como leflunomida ou sulfassalazina) ou, em casos refratários, DMARDs biológicos, dependendo da gravidade e resposta do paciente.
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