Chikungunya: Diagnóstico, Sintomas e Notificação Compulsória

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 44 anos comparece no ambulatório de doenças infecto contagiosas com quadro de febre de 39ºC há dois dias, associada a poliartralgia, cefaleia e rash cutâneo. Foi solicitado hemograma, que demonstrou leucopenia, linfopenia, hematócrito normal e plaquetas normais. O PCR apresentou-se elevado. Refere que sua casa se encontra infestada pelo Aedes aegypti e que alguns vizinhos relataram o mesmo quadro. Como dado epidemiológico é importante citar que na sua cidade existem casos autóctones de doenças, cujo vetor é o Aedes aegypti. Foi solicitado Prova de Isolamento Viral e RT-PCR. Qual a hipótese diagnóstica para o caso e a conduta do ponto de vista da Vigilância Epidemiológica?

Alternativas

  1. A) Dengue. Notificação imediata para o Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal.
  2. B) Dengue. Notificação semanal para o Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal.
  3. C) Chikungunya. Notificação para o Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal somente após a confirmação diagnóstica.
  4. D) Chikungunya. Notificação em até 24 horas para o Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal.

Pérola Clínica

Chikungunya: febre, poliartralgia intensa, rash, leucopenia. Notificação compulsória em < 24h.

Resumo-Chave

A tríade febre, poliartralgia e rash, em contexto epidemiológico de Aedes aegypti e casos autóctones, sugere fortemente Chikungunya. A notificação de casos suspeitos de Chikungunya é compulsória e deve ser realizada em até 24 horas, independentemente da confirmação laboratorial, para permitir ações de vigilância e controle.

Contexto Educacional

A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, caracterizada por febre alta, poliartralgia intensa e rash cutâneo. Sua importância clínica reside na alta morbidade, especialmente pela cronicidade da artralgia, que pode persistir por meses ou anos. A epidemiologia da doença no Brasil é marcada por surtos em diversas regiões, tornando seu reconhecimento e manejo cruciais para a saúde pública. O diagnóstico da Chikungunya é primariamente clínico-epidemiológico, baseado na presença de febre de início súbito e artralgia intensa em áreas com circulação viral. Exames laboratoriais como RT-PCR (na fase aguda) e sorologia IgM (a partir do 5º dia) são utilizados para confirmação. A leucopenia e linfopenia são achados comuns no hemograma. A suspeita deve ser alta em pacientes com a tríade clássica e histórico de exposição ao vetor. A conduta do ponto de vista da Vigilância Epidemiológica é a notificação compulsória imediata de todo caso suspeito, em até 24 horas, para o Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal. Essa medida é fundamental para desencadear ações de controle vetorial e monitoramento da circulação viral, visando conter a propagação da doença e proteger a população. O tratamento é sintomático, com foco no alívio da dor e febre.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da Chikungunya?

A Chikungunya é caracterizada por febre alta de início súbito, poliartralgia intensa e simétrica (principalmente em pequenas articulações), cefaleia, mialgia e rash cutâneo maculopapular.

Quando e como deve ser feita a notificação de um caso suspeito de Chikungunya?

A notificação de casos suspeitos de Chikungunya é compulsória e deve ser realizada em até 24 horas para o Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal, mesmo antes da confirmação laboratorial, via Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Qual a importância da notificação imediata de arboviroses como a Chikungunya?

A notificação imediata permite que as autoridades de saúde pública implementem rapidamente medidas de controle vetorial, como bloqueio de transmissão e eliminação de focos do Aedes aegypti, prevenindo a disseminação da doença na comunidade.

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