Erisipela e Celulite: Diagnóstico e Tratamento Essencial

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 32 anos, sexo feminino, chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) queixando de edema de membro inferior direito e aparecimento de lesão ""avermelhada"" e crescente no mesmo membro. Esse quadro clínico se iniciou há dois dias e foi acompanhado de febre de 38ºC e mal estar generalizado. Paciente relata início no local onde sofreu um arranhão durante limpeza da casa. Ao exame físico nota-se área quente, dolorosa e edematosa em região de perna direita. Também é possível a palpação de linfonodo em região inguinal direta. Paciente encontra-se estável hemodinamicamente. Sobre este quadro clínico, afirma-se que:

Alternativas

  1. A) é necessário aguardar o resultado de um hemograma para confirmar a hipótese diagnóstica.
  2. B) em casos como esse, de evolução rápida, devem ser hospitalizados imediatamente.
  3. C) a antibioticoterapia é fundamental para resolução do quadro clínico.
  4. D) as medidas posturais e óleo de girassol são suficientes em casos como esse.

Pérola Clínica

Erisipela/Celulite → lesão avermelhada, quente, dolorosa + febre + porta de entrada → antibioticoterapia é essencial.

Resumo-Chave

Erisipela e celulite são infecções bacterianas agudas da pele e tecido subcutâneo, frequentemente causadas por Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus aureus, que requerem antibioticoterapia sistêmica para evitar a progressão da infecção e complicações como sepse ou fasceíte necrosante.

Contexto Educacional

A erisipela e a celulite são infecções bacterianas agudas da pele e tecidos moles que representam um desafio comum na prática clínica. A erisipela afeta a derme superficial e os vasos linfáticos, caracterizando-se por uma lesão eritematosa, edematosa, quente e dolorosa, com bordas bem definidas e elevadas. A celulite, por sua vez, envolve a derme profunda e o tecido subcutâneo, apresentando bordas mais difusas. Ambas são frequentemente precedidas por uma porta de entrada na pele, como arranhões, picadas de inseto ou feridas. Os agentes etiológicos mais comuns são o Streptococcus pyogenes (erisipela) e o Staphylococcus aureus (celulite). O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado nos achados do exame físico e na história do paciente, incluindo a presença de febre e mal-estar. A linfadenopatia regional é um achado comum que reflete a resposta inflamatória à infecção. A antibioticoterapia sistêmica é a pedra angular do tratamento e é fundamental para a resolução do quadro clínico, prevenindo a progressão da infecção e complicações graves como abscesso, fasceíte necrosante, sepse ou tromboflebite. A escolha do antibiótico depende da gravidade do quadro e dos patógenos mais prováveis, com penicilinas ou cefalosporinas sendo opções comuns. Medidas de suporte, como elevação do membro e analgesia, também são importantes.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais diferenças clínicas entre erisipela e celulite?

A erisipela tipicamente afeta a derme superficial e os linfáticos, apresentando bordas bem demarcadas, elevadas e eritematosas. A celulite envolve a derme profunda e o tecido subcutâneo, com bordas menos definidas e um aspecto mais difuso.

Qual é o agente etiológico mais comum da erisipela e qual o tratamento de escolha?

O Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A) é o agente mais comum da erisipela. O tratamento de escolha é a penicilina (oral ou parenteral, dependendo da gravidade), ou cefalexina para casos leves.

Quando a hospitalização é indicada para pacientes com erisipela ou celulite?

A hospitalização é indicada para pacientes com sinais de toxicidade sistêmica (febre alta, hipotensão), celulite rapidamente progressiva, falha do tratamento ambulatorial, imunocomprometimento, comorbidades graves ou suspeita de infecção mais profunda (fasceíte necrosante).

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