UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Sobre o tratamento da cetoacidose diabética, assinale a alternativa CORRETA.
CAD leve → insulina ultrarrápida SC pode ser usada, com monitoramento rigoroso.
Em cetoacidose diabética leve, a insulina ultrarrápida subcutânea pode ser uma opção, especialmente em pacientes que conseguem se alimentar e não apresentam vômitos, desde que haja monitoramento clínico e laboratorial adequado para garantir a resolução do quadro. A via intravenosa é preferencial em casos moderados a graves.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. É uma das principais causas de internação hospitalar em pacientes diabéticos e exige manejo rápido e eficaz para prevenir desfechos adversos. Sua incidência é maior em pacientes com diabetes tipo 1, mas pode ocorrer no tipo 2 em situações de estresse. O diagnóstico da CAD baseia-se na tríade de hiperglicemia (> 250 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7,3, bicarbonato < 18 mEq/L) e cetonemia/cetonúria. O manejo inicial foca na hidratação vigorosa com solução salina isotônica, seguida pela reposição de eletrólitos, principalmente potássio, que deve ser corrigido antes ou concomitantemente ao início da insulinoterapia para evitar hipocalemia. O tratamento da CAD envolve a administração de insulina regular intravenosa em bomba de infusão contínua, com o objetivo de reduzir a glicemia e suprimir a cetogênese. Em casos de CAD leve, com pacientes estáveis e sem vômitos, a insulina ultrarrápida subcutânea pode ser uma alternativa viável, sempre com monitoramento rigoroso. A transição para insulina subcutânea basal-bolus ocorre após a resolução da acidose e cetonemia, e quando o paciente tolera a via oral.
A resolução da cetoacidose diabética é definida por glicemia < 200 mg/dL, bicarbonato sérico ≥ 15 mEq/L, pH venoso > 7,3 e ânion gap < 12. Todos esses critérios devem ser atingidos para considerar o quadro resolvido.
A insulina ultrarrápida subcutânea pode ser considerada em casos de cetoacidose diabética leve, em pacientes estáveis, sem vômitos e que toleram a via oral. É crucial um monitoramento rigoroso e a transição para insulina intravenosa se houver piora.
A reposição de potássio é crítica e deve ser iniciada quando o potássio sérico estiver abaixo de 5,0-5,2 mEq/L, antes da insulina, para evitar hipocalemia grave. A reposição de fosfato é indicada apenas em casos de hipofosfatemia grave (< 1,0 mg/dL) ou disfunção cardíaca/respiratória, pois a hipofosfatemia é comum mas a reposição rotineira não é recomendada.
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