UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
A cetoacidose diabética é uma complicação do diabetes mellitus, caracterizada por um distúrbio ácido-básico e também hidroeletrolítico em que o paciente pode permanecer grave, devendo ser prontamente bem conduzido. Um dos pilares do tratamento é o bicarbonato de sódio, que deve ser administrado no adulto quando:
CAD grave: Bicarbonato de sódio se pH sanguíneo < 6,9.
A administração de bicarbonato de sódio na cetoacidose diabética é reservada para casos de acidose muito grave (pH < 6,9), pois seu uso rotineiro não demonstrou benefício e pode ter riscos, como piora da hipocalemia e acidose paradoxal do SNC. O tratamento principal é a hidratação e insulinoterapia.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. É uma emergência médica que requer tratamento imediato e intensivo, sendo uma das principais causas de mortalidade em pacientes diabéticos, especialmente em jovens. A compreensão de seu manejo é fundamental para residentes e profissionais de saúde. A fisiopatologia da CAD envolve a deficiência de insulina, que leva ao aumento da gliconeogênese, glicogenólise e lipólise, resultando em hiperglicemia e produção excessiva de corpos cetônicos. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com a tríade de hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. A suspeita deve ocorrer em pacientes diabéticos com sintomas como poliúria, polidipsia, náuseas, vômitos, dor abdominal e alteração do nível de consciência. O tratamento da CAD baseia-se em hidratação vigorosa, insulinoterapia intravenosa e reposição eletrolítica, principalmente de potássio. A administração de bicarbonato de sódio é controversa e reservada para casos de acidose extremamente grave, com pH sanguíneo inferior a 6,9, devido aos riscos associados e à correção natural da acidose com a insulinoterapia.
A CAD é diagnosticada pela presença de hiperglicemia (>250 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7,3 e bicarbonato < 18 mEq/L) e cetonemia/cetonúria.
O uso rotineiro de bicarbonato na CAD não melhora os desfechos e pode causar hipocalemia, acidose paradoxal do SNC e sobrecarga de volume. A insulinoterapia corrige a acidose.
O potássio sérico deve ser monitorado de perto na CAD, pois a insulinoterapia e a correção da acidose podem levar à hipocalemia. A reposição de potássio é crucial antes de iniciar a insulina se o potássio for baixo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo