HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
O manejo das complicações agudas do Diabetes Mellitus é comum em unidades de urgência e emergência. Sobre o manejo, escolha a alternativa errada.
Na CAD, a insulina IV deve ser mantida até resolução da cetose/acidose, não apenas até glicemia < 200 mg/dL.
Na cetoacidose diabética (CAD), a interrupção da infusão de insulina regular endovenosa baseada apenas na glicemia < 200 mg/dL é um erro, pois a insulina deve ser mantida até a resolução da cetose e da acidose metabólica, mesmo que seja necessário adicionar glicose ao soro para evitar hipoglicemia.
As complicações agudas do Diabetes Mellitus, como a cetoacidose diabética (CAD) e o estado hiperosmolar hiperglicêmico (EHH), são emergências médicas que exigem manejo rápido e preciso. Ambas são caracterizadas por hiperglicemia grave, mas diferem na presença de cetose e acidose. Infecções e má aderência ao tratamento são os principais fatores desencadeantes para ambas as condições, tornando a identificação da causa subjacente parte integrante do manejo. O tratamento da CAD e do EHH envolve pilares como a repleção volêmica agressiva, a insulinoterapia endovenosa e a correção dos distúrbios eletrolíticos. Na CAD, a insulina é crucial não apenas para reduzir a glicemia, mas também para inibir a cetogênese e reverter a acidose. Portanto, a infusão de insulina deve ser mantida até que a cetose e a acidose metabólica sejam resolvidas (bicarbonato > 18 mEq/L, pH > 7,3), mesmo que seja necessário adicionar glicose ao soro para evitar hipoglicemia quando a glicemia atingir níveis próximos de 200 mg/dL. No EHH, a hiperosmolaridade e a desidratação são mais pronunciadas, e a correção da glicemia deve ser mais gradual para evitar complicações como o edema cerebral. A hipoglicemia, outra complicação aguda, deve ser prontamente revertida para prevenir danos neurológicos. O conhecimento aprofundado dessas nuances é vital para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.
O objetivo principal é corrigir a desidratação, a hiperglicemia, a acidose metabólica e os distúrbios eletrolíticos, além de identificar e tratar o fator desencadeante.
A insulina deve ser mantida para suprimir a cetogênese e reverter a acidose metabólica. Se a glicemia cair muito, deve-se adicionar glicose ao soro, mas não interromper a insulina até a resolução da cetose.
Ambos requerem repleção volêmica e insulina. No EHH, a desidratação e a hiperosmolaridade são mais graves, e a cetose é mínima ou ausente. A correção da hiperglicemia no EHH deve ser mais gradual para evitar edema cerebral.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo