UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação grave do diabetes mellitus resultante da combinação da deficiência absoluta ou relativa de insulina associada ao aumento de hormônios contrarreguladores, levando a um estado de catabolismo acelerado. Com relação a CAD, marque a resposta INCORRETA
Tratamento CAD: 1º Reposição volêmica, 2º Insulinoterapia (correção hiperglicemia/acidose), 3º Reposição de eletrólitos.
No tratamento da cetoacidose diabética, a prioridade inicial é a reposição volêmica vigorosa para corrigir a desidratação e melhorar a perfusão. A insulinoterapia e a correção da acidose e hiperglicemia vêm em seguida, junto com a reposição de eletrólitos.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma emergência metabólica grave caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia/cetonúria, resultante da deficiência de insulina e excesso de hormônios contrarreguladores. O reconhecimento rápido e o tratamento adequado são cruciais para prevenir morbidade e mortalidade. As manifestações clínicas são variadas, incluindo poliúria, polidipsia, desidratação, dor abdominal, náuseas, vômitos, respiração de Kussmaul e hálito cetônico. Os achados laboratoriais típicos para o diagnóstico de CAD incluem glicemia geralmente acima de 250 mg/dL (embora valores menores possam ocorrer, a questão usa >200), pH arterial < 7.30, bicarbonato sérico < 18 mEq/L e presença de cetonas. O tratamento da CAD é complexo e deve seguir uma sequência de prioridades bem estabelecida. A primeira e mais crítica etapa é a reposição volêmica agressiva com solução salina isotônica para corrigir a desidratação severa e restaurar a perfusão tecidual e renal. Somente após a estabilização volêmica, a insulinoterapia intravenosa contínua é iniciada para corrigir a hiperglicemia e a acidose, inibindo a cetogênese. A reposição de eletrólitos, especialmente potássio, é fundamental, pois a insulinoterapia pode causar hipocalemia. As complicações da CAD e de seu tratamento incluem edema cerebral (mais comum em crianças), hipoglicemia, hipocalemia, arritmias cardíacas e fenômenos trombóticos. Portanto, a afirmação de que a correção da acidose é prioritária antes da reposição volêmica está incorreta.
Os critérios incluem glicemia > 250 mg/dL (embora a questão mencione > 200, o valor clássico é > 250), pH arterial < 7.30, bicarbonato sérico < 18 mEq/L e presença de cetonas no sangue ou urina.
A sequência correta é: 1) Reposição volêmica vigorosa com solução salina isotônica, 2) Insulinoterapia intravenosa contínua, 3) Reposição de eletrólitos (especialmente potássio) e 4) Identificação e tratamento do fator precipitante.
As complicações incluem edema cerebral (especialmente em crianças), hipoglicemia, hipocalemia (devido ao tratamento com insulina), arritmias cardíacas, fenômenos trombóticos e infecções.
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