Cetoacidose Diabética: Transição para Insulinoterapia Basal-Bolus

DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024

Enunciado

Assim que o paciente em tratamento da Cetoacidose Diabética conseguir alimentar-se e estiver bem controlado, dos pontos de vista clínico e laboratorial:

Alternativas

  1. A) Fica suspendo a insulinoterapia basal com insulina humana de ação intermediária ou com análogos de insulina de longa ação, sendo contra indicado a associação de múltiplas injeções de insulina regular ou a análogos de insulina de ação rápida antes das refeições.
  2. B) Inicia-se insulinoterapia basal com insulina humana de ação intermediária ou com análogos de insulina de longa ação, em associação a múltiplas injeções de insulina regular ou a análogos de insulina de ação rápida antes das refeições.
  3. C) Deve ser retornado o uso de hipoglicemiantes orais, em substituição de insulina humana de ação intermediária ou com análogos de insulina de longa ação, sem associação a múltiplas injeções de insulina regular ou a análogos.
  4. D) Deve ser substituída a insulinoterapia basal com insulina humana de ação intermediária, para os análogos de insulina de longa ação, em associação a múltiplas injeções de insulina regular.

Pérola Clínica

Após CAD resolvida, iniciar esquema basal-bolus: insulina basal + bolus pré-refeições.

Resumo-Chave

Após a resolução da cetoacidose diabética (CAD) e estabilização clínica e laboratorial, a transição para o tratamento ambulatorial deve ser feita com um esquema de insulinoterapia basal-bolus. Isso envolve uma insulina de ação prolongada (basal) para controle glicêmico contínuo e múltiplas injeções de insulina de ação rápida (bolus) antes das refeições para cobrir a glicemia pós-prandial.

Contexto Educacional

A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. Seu tratamento inicial é intensivo, envolvendo hidratação venosa, insulinoterapia contínua intravenosa e correção de distúrbios eletrolíticos. A resolução da CAD é um marco crucial, mas a transição para o manejo ambulatorial é igualmente importante para prevenir recorrências e garantir o controle glicêmico a longo prazo. Após a resolução da CAD, definida por critérios clínicos e laboratoriais (glicemia < 200 mg/dL, pH > 7.3, bicarbonato > 18 mEq/L e ânion gap normalizado), e quando o paciente consegue se alimentar, a insulinoterapia intravenosa deve ser substituída por um esquema subcutâneo. O esquema basal-bolus é o padrão-ouro para mimetizar a secreção fisiológica de insulina e proporcionar um controle glicêmico eficaz. Este esquema consiste na administração de uma insulina basal (insulina humana de ação intermediária como a NPH, ou análogos de longa ação como glargina ou detemir) para manter os níveis de glicose estáveis entre as refeições e durante a noite, e múltiplas injeções de insulina bolus (insulina regular ou análogos de ação rápida como lispro, asparte ou glulisina) antes das refeições para cobrir a ingestão de carboidratos e corrigir hiperglicemias. A sobreposição da insulina subcutânea com a intravenosa por 1-2 horas é recomendada para evitar um período de deficiência de insulina.

Perguntas Frequentes

Quando é seguro iniciar a transição da insulinoterapia intravenosa para subcutânea após CAD?

A transição é segura quando o paciente está clinicamente estável, consegue se alimentar, e os critérios de resolução da CAD foram atingidos (glicemia < 200 mg/dL, bicarbonato > 18 mEq/L, pH > 7.3 e ânion gap normalizado).

Qual a importância do esquema basal-bolus no manejo do diabetes?

O esquema basal-bolus mimetiza a secreção fisiológica de insulina, fornecendo uma cobertura basal constante para as necessidades metabólicas e doses de bolus para cobrir as refeições, otimizando o controle glicêmico e prevenindo hiperglicemia e hipoglicemia.

Quais tipos de insulina são usados no esquema basal-bolus?

A insulina basal pode ser uma insulina de ação intermediária (NPH) ou análogos de longa ação (Glargina, Detemir, Degludeca). As insulinas bolus são de ação rápida (regular) ou análogos de ação ultrarrápida (Lispro, Asparte, Glulisina).

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