HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Menino, 7 anos de idade, com história de poliúria e dor abdominal, apresenta-se letárgico, desidratado, taquicárdico, com redução da perfusão periférica e com hiperventilação (respiração de Kussmaul) • Exames laboratoriais: Glicemia: 400 mg/dL Gasometria: pH 7,2 Bicarbonato: 13 mEq/L Sódio: 139 mEq/L Potássio: 5,0 mEq/L Cetonemia e cetonuria positivas Assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata (primeira hora) e a correta justificativa, respectivamente.
CAD com choque hipovolêmico → SF 0,9% 10-20 mL/kg em 30-60 min para expansão volêmica.
Na cetoacidose diabética pediátrica com sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipoperfusão), a conduta imediata e prioritária é a expansão volêmica rápida com soro fisiológico 0,9% (20 mL/kg em 30-60 minutos) para restaurar a perfusão tecidual, antes da insulinoterapia.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, mais comum em crianças com diabetes tipo 1 recém-diagnosticado ou em pacientes com adesão inadequada ao tratamento. Caracteriza-se por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia/cetonúria. A epidemiologia da CAD pediátrica mostra que é a principal causa de morbimortalidade em crianças diabéticas. A fisiopatologia envolve a deficiência de insulina, que leva à hiperglicemia e à lipólise, resultando na produção excessiva de corpos cetônicos e acidose metabólica. A desidratação é um componente central, causada pela diurese osmótica. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com glicemia > 200 mg/dL, pH < 7.3 e bicarbonato < 15 mEq/L, além de cetonúria/cetonemia. A suspeita deve ser alta em qualquer criança com sintomas de diabetes e mal-estar agudo. O tratamento inicial da CAD é crítico e foca na restauração da volemia, correção da acidose e da hiperglicemia. A primeira hora é dedicada à expansão volêmica com soro fisiológico 0,9% (10-20 mL/kg em 30-60 minutos) para combater o choque e a desidratação. Somente após a estabilização hemodinâmica e início da hidratação é que a insulinoterapia endovenosa deve ser iniciada, de forma gradual, para evitar complicações como o edema cerebral. O monitoramento contínuo de eletrólitos e glicemia é essencial.
Sinais incluem poliúria, polidipsia, perda de peso, dor abdominal, náuseas/vômitos, letargia e respiração de Kussmaul, indicando acidose metabólica.
A reposição volêmica é crucial para corrigir a desidratação grave e o choque hipovolêmico, restaurando a perfusão tecidual e renal antes de iniciar a insulinoterapia.
Iniciar insulina sem hidratação adequada pode levar a uma queda muito rápida da glicemia e do sódio, aumentando o risco de edema cerebral, uma complicação grave da CAD.
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