ENARE/ENAMED — Prova 2024
Uma criança de sete anos, previamente saudável, é levada ao pronto-socorro com queixas de poliúria, polidipsia, perda de peso e vômitos. Ao exame físico, apresenta desidratação, taquipneia e hálito cetônico. Os exames laboratoriais revelam glicemia de 450 mg/dL, sódio e potássio de 140 mEq/L e 5,5 mEq/L, respectiva; pH arterial de 7,2, bicarbonato de 18 mEq/L. Qual deve ser a conduta inicial nesse caso?
CAD pediátrica (glicemia ↑, pH ↓, cetose) → hidratação agressiva com SF 0,9% ANTES da insulina.
A cetoacidose diabética (CAD) em crianças é uma emergência médica que requer tratamento imediato. A prioridade inicial é a reposição volêmica com solução salina isotônica para corrigir a desidratação e melhorar a perfusão, antes de iniciar a insulina em infusão contínua, que deve ser feita de forma gradual para evitar complicações.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, mais comum no tipo 1, e representa uma emergência pediátrica. Caracteriza-se por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia, resultantes da deficiência absoluta ou relativa de insulina. Os sintomas clássicos incluem poliúria, polidipsia, perda de peso, vômitos, desidratação, taquipneia (respiração de Kussmaul) e hálito cetônico. O manejo inicial da CAD pediátrica é crucial e segue uma sequência bem definida. A prioridade absoluta é a correção da desidratação e do choque, se presente, através da administração de fluidos intravenosos. A solução salina isotônica (0,9%) é a escolha inicial, administrada em bolus e, posteriormente, em infusão contínua para repor o déficit hídrico. Somente após a fase inicial de hidratação e estabilização hemodinâmica, geralmente 1-2 horas após o início da fluidoterapia, a insulina regular deve ser iniciada em infusão contínua. A administração de insulina deve ser gradual para evitar uma queda muito rápida da glicemia e do potássio, o que pode precipitar complicações graves como o edema cerebral. O monitoramento rigoroso dos eletrólitos, glicemia e estado ácido-base é essencial durante todo o tratamento.
Os principais sinais e sintomas incluem poliúria, polidipsia, perda de peso, vômitos, dor abdominal, desidratação, taquipneia (respiração de Kussmaul) e hálito cetônico.
A hidratação venosa com solução salina isotônica é a primeira conduta para corrigir a desidratação grave, restaurar a perfusão tecidual e ajudar a reduzir a glicemia e a cetose antes da administração de insulina.
A insulina regular em infusão contínua deve ser iniciada após a fase inicial de hidratação e estabilização hemodinâmica, geralmente 1-2 horas após o início da fluidoterapia, para evitar complicações como o edema cerebral.
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