UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
A diabetes mellitus I é a doença crônica mais prevalente na infância e a cetoacidose diabética (CAD) uma das complicações mais graves. Em relação a CAD,
CAD: hipocalemia é o distúrbio eletrolítico mais comum, agravado pela insulinoterapia.
A hipocalemia é um distúrbio eletrolítico frequente na cetoacidose diabética, muitas vezes mascarada pela acidose e exacerbada pela administração de insulina, que promove o influxo de potássio para o intracelular. A monitorização e reposição de potássio são cruciais no manejo.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus tipo 1, sendo a principal causa de morbimortalidade em crianças e adolescentes diabéticos. Caracteriza-se por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia, resultantes da deficiência absoluta ou relativa de insulina. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações sérias como edema cerebral. O diagnóstico da CAD baseia-se em critérios laboratoriais: glicemia > 200 mg/dL, pH venoso < 7,3 ou bicarbonato < 15 mEq/L, e presença de cetonas no sangue ou urina. A fisiopatologia envolve a deficiência de insulina, que leva à gliconeogênese e glicogenólise hepáticas, lipólise e formação de corpos cetônicos, resultando em acidose metabólica. A desidratação é um achado comum devido à diurese osmótica. O tratamento da CAD inclui hidratação venosa cuidadosa para corrigir a desidratação, insulinoterapia contínua intravenosa para reverter a cetoacidose e a hiperglicemia, e reposição de eletrólitos, principalmente potássio, que é o distúrbio eletrolítico mais comum e pode ser exacerbado pela insulina. A monitorização rigorosa da glicemia, eletrólitos e estado ácido-base é fundamental para guiar o tratamento e evitar iatrogenias.
A CAD manifesta-se com poliúria, polidipsia, perda de peso, náuseas, vômitos, dor abdominal, respiração de Kussmaul, hálito cetônico e alteração do nível de consciência.
O tratamento inicial da CAD envolve hidratação venosa vigorosa com solução salina isotônica, seguida pela administração de insulina intravenosa contínua e reposição de eletrólitos, especialmente potássio.
A hipocalemia é comum na CAD devido à diurese osmótica que causa perda de potássio, e à entrada de potássio para o intracelular mediada pela insulina, que é administrada no tratamento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo