SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Menina de 8 anos de idade, previamente sadia, chega à Unidade de Pronto Atendimento com história de fraqueza intensa, sede excessiva e aumento da frequência urinária há duas semanas. Há relato de perda de peso nesse período, embora se alimente normalmente. Nas últimas 24 horas, passou a apresentar dor abdominal, náuseas e vômitos frequentes. Ao exame, está sonolenta, taquicárdica, com movimentos respiratórios rápidos e profundos e prega cutânea com retorno prolongado.Exames Laboratoriais:Glicemia: 480 mg/dLGasometria arterial: pH: 7,15; Bicarbonato: 10mEq/L; Anion gap: 22mEq/LCetonúria: (+++)Potássio sérico: 4,0mEq/L; Sódio sérico: 130mEq/L; Creatinina sérica: 1,0mg/dLDe acordo com os dados clínicos do caso, indique a faixa etária mais comumente afetada pela doença responsável pela situação descrita:
Cetoacidose diabética em criança (DM1) → pico de incidência entre 5 e 14 anos.
O caso descreve um quadro clássico de cetoacidose diabética (CAD) em uma criança, com poliúria, polidipsia, perda de peso, dor abdominal, vômitos, desidratação, acidose metabólica com anion gap elevado e hiperglicemia. A CAD é a manifestação inicial mais comum do Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) em crianças, cuja maior incidência ocorre na faixa etária entre 5 e 14 anos.
O caso clínico descreve uma menina de 8 anos com sintomas clássicos de Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) descompensado, culminando em cetoacidose diabética (CAD). A CAD é uma complicação grave e, frequentemente, a primeira manifestação do DM1 em crianças e adolescentes. Os sintomas iniciais incluem poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso, que podem evoluir para dor abdominal, náuseas, vômitos, desidratação, respiração de Kussmaul e sonolência, indicando acidose metabólica grave. A fisiopatologia do DM1 envolve a destruição autoimune das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. A ausência de insulina leva à hiperglicemia e, na falta de glicose como fonte de energia, o corpo passa a queimar gorduras, produzindo corpos cetônicos, que causam acidose metabólica. A faixa etária mais comumente afetada pelo DM1, e consequentemente pela CAD como primeira manifestação, é entre 5 e 14 anos, com picos de incidência na pré-escola e na puberdade. O manejo da CAD pediátrica é uma emergência médica que requer internação em unidade de terapia intensiva. Os pilares do tratamento incluem hidratação venosa cuidadosa para corrigir a desidratação, insulinoterapia para reverter a hiperglicemia e a cetogênese, e correção dos distúrbios eletrolíticos, especialmente o potássio. É crucial evitar a correção rápida demais da glicemia ou da osmolaridade para prevenir complicações como o edema cerebral.
Os sintomas clássicos incluem poliúria (aumento da frequência urinária), polidipsia (sede excessiva), polifagia (aumento do apetite) e perda de peso inexplicável, além de fadiga e irritabilidade.
O diagnóstico de CAD é estabelecido pela presença de hiperglicemia (>200 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7,3 e/ou bicarbonato < 15 mEq/L) e cetonemia/cetonúria.
A conduta inicial envolve hidratação venosa agressiva com soro fisiológico, correção da acidose com insulina regular IV em bomba de infusão contínua e monitoramento rigoroso de eletrólitos, especialmente potássio.
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