HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Um menino de 7 anos é levado ao departamento de emergência por "letargia" pelos pais. Eles afirmam que ele começou a ter náuseas e vômitos hoje, e então ficou progressivamente menos responsivo. Ele não teve febre. Eles afirmam que ele estava "respirando de forma estranha" hoje. Em seu exame, você vê um menino magro e diaforético. Seus sinais vitais incluem FC 140, PA 110/70, FR 28 e T 99,0 °F (37,2 ℃). O paciente geme a estímulos dolorosos e move todas as extremidades. Suas pupilas estão lentas, mas iguais. Qual é o MELHOR teste imediato para determinar a etiologia de seus sintomas?
Criança letárgica, taquipneica, náuseas/vômitos → medir glicose sérica para descartar cetoacidose/hipoglicemia.
O quadro clínico de letargia, náuseas, vômitos, taquicardia e taquipneia em uma criança, especialmente se magra e sem febre, é altamente sugestivo de uma emergência metabólica, como cetoacidose diabética ou hipoglicemia. A medição rápida da glicose sérica é o teste mais imediato e crucial para diferenciar essas condições e guiar a conduta terapêutica inicial, que pode ser salvadora.
A avaliação de uma criança com alteração do nível de consciência e letargia é uma emergência pediátrica que exige uma abordagem rápida e sistemática. A etiologia pode variar amplamente, mas algumas condições metabólicas, como a cetoacidose diabética (CAD) e a hipoglicemia, são causas comuns e potencialmente fatais que requerem reconhecimento e tratamento imediatos. A incidência de diabetes tipo 1 em crianças tem aumentado, tornando a CAD uma apresentação cada vez mais frequente. O quadro clínico de CAD em crianças pode incluir náuseas, vômitos, dor abdominal, desidratação, taquipneia (respiração de Kussmaul devido à acidose metabólica), taquicardia e, em casos graves, letargia ou coma. A ausência de febre e a presença de taquipneia desproporcional a uma doença pulmonar devem levantar a suspeita. A hipoglicemia, por sua vez, pode apresentar-se com irritabilidade, tremores, sudorese, convulsões e alteração do nível de consciência. Diante de uma criança com esses sintomas, a prioridade é a avaliação das vias aéreas, respiração e circulação (ABC). Após a estabilização inicial, a medição da glicose sérica (glicemia capilar) é o teste diagnóstico mais rápido e crucial. Um resultado alterado (muito alto ou muito baixo) direcionará imediatamente a terapia, que pode incluir fluidos intravenosos, insulina (para CAD) ou glicose (para hipoglicemia). Outros exames como eletrólitos, gasometria e exames de imagem podem ser necessários, mas a glicemia é o primeiro passo para excluir ou confirmar as emergências metabólicas mais comuns.
Os sinais incluem poliúria, polidipsia, perda de peso, náuseas, vômitos, dor abdominal, letargia, desidratação, taquipneia (respiração de Kussmaul) e hálito cetônico. A alteração do nível de consciência é um sinal de gravidade.
A glicose sérica é um teste rápido, não invasivo e que pode identificar duas das causas mais comuns e tratáveis de alteração do nível de consciência em crianças: hipoglicemia e hiperglicemia grave (cetoacidose diabética). O tratamento imediato dessas condições pode prevenir danos cerebrais permanentes ou morte.
Além da cetoacidose diabética e hipoglicemia, deve-se considerar infecções do sistema nervoso central (meningite, encefalite), intoxicações, traumatismo cranioencefálico, epilepsia (estado pós-ictal) e outras doenças metabólicas raras. A avaliação rápida e sistemática é fundamental.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo