SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026
No tratamento da cetoacidose diabética, em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, para evitar complicações, após monitoração e a coleta de exames, deve ser iniciada imediatamente a:
CAD Pediátrica → 1º passo: Expansão volêmica (SF 0,9% ou RL 20mL/kg) antes da insulinoterapia.
A prioridade inicial na CAD pediátrica é a restauração do volume intravascular para estabilidade hemodinâmica, postergando a insulina para evitar queda brusca da osmolaridade e edema cerebral.
A cetoacidose diabética (CAD) é a principal causa de morbimortalidade em crianças com DM1. O tratamento baseia-se no tripé: reidratação cuidadosa, insulinoterapia de baixa dose e correção eletrolítica. A fisiopatologia envolve a deficiência absoluta de insulina levando à hiperglicemia, diurese osmótica e desidratação profunda. O manejo deve ser cauteloso, priorizando a estabilização hemodinâmica lenta e a queda gradual da glicemia para mitigar o risco de edema cerebral, que ocorre em cerca de 0,5-1% dos casos pediátricos.
De acordo com as diretrizes da ISPAD e da SBP, a expansão inicial deve ser feita com cristaloides isotônicos (Soro Fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) na dose de 10 a 20 mL/kg, infundidos em 20 a 60 minutos. Em pacientes com choque hipovolêmico, a infusão deve ser mais rápida, mas sempre com monitorização rigorosa para evitar sobrecarga hídrica.
A administração de insulina causa uma queda rápida na glicemia e na osmolaridade plasmática. Em crianças, essa mudança osmótica abrupta é o principal fator de risco para o desenvolvimento de edema cerebral. Por isso, a insulina (0,05 a 0,1 UI/kg/h) deve ser iniciada apenas 1 a 2 horas após o início da hidratação venosa.
Estudos sugerem que o uso de soluções balanceadas, como o Ringer Lactato, pode reduzir o risco de acidose hiperclorêmica (comum com grandes volumes de SF 0,9%) e acelerar a resolução da acidose metabólica na CAD pediátrica, sendo uma alternativa segura para a expansão inicial.
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