Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2024
Quando o paciente apresenta quadro de Cetoacidose Diabética, a insulina análoga de ação prolongada (glargina, detemir) ou a insulina humana de ação intermediária (NPH):
Na recuperação da Cetoacidose Diabética, iniciar insulina basal (glargina/detemir/NPH) ANTES de descontinuar a insulina IV para garantir cobertura e evitar recorrência.
Para uma transição segura da insulina intravenosa para a subcutânea na recuperação da Cetoacidose Diabética, a insulina de ação prolongada ou intermediária deve ser administrada antes da interrupção da infusão IV. Isso garante que haja insulina basal adequada no sistema do paciente, prevenindo a recorrência da cetoacidose.
A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. É uma das principais causas de hospitalização e mortalidade em pacientes diabéticos, especialmente em jovens. O manejo da CAD exige uma abordagem sistemática que inclui hidratação agressiva, reposição de eletrólitos e administração de insulina intravenosa. A transição da insulina IV para a subcutânea é uma etapa crítica na recuperação, visando manter o controle glicêmico e prevenir a recorrência da cetoacidose. A fisiopatologia da CAD envolve a deficiência absoluta ou relativa de insulina, levando ao aumento da gliconeogênese, glicogenólise e lipólise. A lipólise resulta na produção de ácidos graxos livres, que são convertidos em corpos cetônicos no fígado, causando acidose metabólica. A hiperglicemia leva à diurese osmótica, resultando em desidratação e desequilíbrio eletrolítico. O tratamento com insulina IV visa suprimir a produção de corpos cetônicos e reduzir a glicemia, enquanto a hidratação corrige a desidratação e melhora a perfusão tecidual. Após a resolução da cetoacidose e a estabilização clínica do paciente, a transição para o regime de insulina subcutânea é iniciada. É crucial que a insulina de ação prolongada (análogos como glargina ou detemir) ou intermediária (NPH) seja administrada antes da interrupção da infusão de insulina IV. Isso permite que a insulina subcutânea comece a agir, garantindo que o paciente não fique sem cobertura de insulina e evitando um 'gap' que poderia precipitar uma nova cetoacidose. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas a educação do paciente sobre a prevenção e o reconhecimento precoce dos sintomas é fundamental para evitar futuros episódios.
A insulina de ação prolongada (glargina, detemir) ou intermediária (NPH) deve ser administrada após a recuperação da cetoacidose, mas antes da descontinuação da insulina intravenosa. Isso garante que haja insulina basal disponível no corpo quando a infusão IV for interrompida.
O objetivo é evitar um período de deficiência de insulina que poderia levar à recorrência da cetoacidose. A insulina basal subcutânea leva tempo para atingir níveis terapêuticos, e a sobreposição com a insulina IV assegura uma cobertura contínua e estável.
A recuperação da CAD é geralmente definida por critérios como glicemia < 200 mg/dL, bicarbonato sérico ≥ 15 mEq/L, pH venoso > 7,3 e ânion gap < 12 mEq/L. O paciente também deve estar clinicamente estável e capaz de se alimentar por via oral.
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