INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Na abordagem imediata ao paciente com cetoacidose diabética na unidade de pronto-atendimento, o médico deve
CAD: hidratação venosa com SF 0,9% (1L/h inicial) é prioridade, antes da insulina.
A hidratação venosa é a primeira e mais crucial etapa no manejo da cetoacidose diabética, visando restaurar o volume intravascular e melhorar a perfusão tecidual, além de auxiliar na redução da glicemia e cetonemia. A correção da desidratação precede a administração de insulina.
Cetoacidose diabética (CAD) é uma emergência metabólica grave, comum em pacientes com diabetes tipo 1, mas também pode ocorrer no tipo 2. Caracteriza-se por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia, sendo uma das principais causas de mortalidade em jovens diabéticos. O reconhecimento e manejo rápido são cruciais. A fisiopatologia envolve deficiência absoluta ou relativa de insulina, levando a aumento de hormônios contrarreguladores, lipólise e cetogênese. O diagnóstico é clínico e laboratorial (glicemia > 250 mg/dL, pH < 7.3, bicarbonato < 18 mEq/L, cetonas positivas). A desidratação é universal e grave. O tratamento inicial da CAD prioriza a reposição volêmica com soro fisiológico 0,9% (1 L na primeira hora em adultos, ajustando para condições cardíacas), seguida pela insulinoterapia e correção de eletrólitos. O monitoramento contínuo da glicemia, eletrólitos e gasometria é fundamental para guiar a terapia e prevenir complicações.
A primeira e mais importante medida na cetoacidose diabética é iniciar a hidratação venosa vigorosa com soro fisiológico 0,9%, geralmente 1 litro na primeira hora em adultos, ajustando conforme as condições cardíacas do paciente.
A hidratação é prioritária para corrigir a desidratação grave, restaurar o volume intravascular, melhorar a perfusão tecidual e renal, e ajudar a reduzir a glicemia e cetonemia. Ela precede a insulinoterapia para evitar agravamento da hipocalemia e choque.
Na suspeita de CAD, deve-se solicitar glicemia, eletrólitos (sódio, potássio), gasometria arterial ou venosa, cetonemia/cetonúria, ureia e creatinina para avaliar a função renal, e hemograma completo. Hemoglobina glicada pode ser útil para avaliação posterior, mas não é para a abordagem imediata.
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