Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Na Cetoacidose Diabética em situações de extrema depleção de fosfato:
CAD + hipofosfatemia grave → Reposição fosfato (20-30 mEq/L IV) para evitar ICC, IRpA, anemia hemolítica.
A hipofosfatemia grave na Cetoacidose Diabética pode levar a disfunções orgânicas sérias devido à depleção de ATP e 2,3-DPG, impactando a função cardíaca, respiratória e a estabilidade das hemácias. A reposição de fosfato é crucial para prevenir essas complicações.
A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. O tratamento envolve hidratação vigorosa, insulinoterapia e correção de distúrbios eletrolíticos. Entre esses distúrbios, a hipofosfatemia é comum e pode se tornar grave, especialmente após o início da insulinoterapia e a correção da acidose, que promovem o influxo de fosfato para o intracelular. A depleção de fosfato pode levar a manifestações clínicas graves devido ao papel crucial do fosfato na produção de ATP (energia celular) e na formação do 2,3-difosfoglicerato (2,3-DPG) nos eritrócitos. A deficiência de 2,3-DPG desloca a curva de dissociação da hemoglobina para a esquerda, diminuindo a liberação de oxigênio para os tecidos e resultando em hipóxia tecidual. As complicações incluem insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência respiratória aguda (por fraqueza diafragmática), anemia hemolítica, rabdomiólise e disfunção neurológica. A reposição de fosfato é necessária em situações de hipofosfatemia grave, geralmente quando os níveis séricos estão abaixo de 1,0 mg/dL (0,32 mmol/L), ou na presença de sintomas. A administração é feita com fosfato de potássio (ou glicerofosfato) na dose de 20 a 30 mEq por litro de fluido intravenoso, monitorando-se cuidadosamente os níveis séricos de fosfato, cálcio e potássio para evitar complicações como hipocalcemia e hiperfosfatemia.
A hipofosfatemia grave pode levar a insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência respiratória aguda, anemia hemolítica, rabdomiólise e disfunção neurológica, devido à depleção de ATP e 2,3-DPG.
A reposição de fosfato é indicada em casos de hipofosfatemia grave (geralmente < 1,0 mg/dL ou 0,32 mmol/L) ou quando há risco de complicações, como disfunção cardíaca ou respiratória.
A reposição é feita com fosfato de potássio (ou glicerofosfato) na dose de 20 a 30 mEq por litro de fluido intravenoso, administrado lentamente para evitar hipocalcemia e calcificação de tecidos moles.
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