SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Secundigesta com cerca de 33 semanas, foi encaminhada à maternidade pois foi encontrada inconsciente e não respondendo aos estímulos em sua residência pelos seus familiares. Referiram que nas últimas 48 horas perceberam que a gestante apresentou aumento do seu volume urinário e ingesta hídrica exagerada. Ao exame físico encontrava-se desidratada, taquipnéica e inconsciente. O exame obstétrico revelou altura uterina de 39 cm e presença de batimentos cardíacos fetais presentes e rítmicos. Foi informado pelos familiares que na gravidez anterior a paciente apresentou óbito fetal em virtude de malformações do concepto. Considerando tais dados escolha a alternativa correta.
Gestante inconsciente + poliúria/polidipsia + óbito fetal prévio = Cetoacidose diabética. Rastreamento pré-natal é crucial.
O quadro clínico de poliúria, polidipsia, desidratação e inconsciência em gestante sugere cetoacidose diabética, uma complicação grave do diabetes descompensado. O rastreamento e manejo adequados no pré-natal são essenciais para prevenir tais desfechos e suas consequências fetais, incluindo malformações e óbito fetal.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação grave e potencialmente fatal do diabetes mellitus, que pode ocorrer em gestantes com diabetes pré-existente ou gestacional descompensado. É caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia, resultando em sintomas como poliúria, polidipsia, desidratação e alteração do nível de consciência, um quadro de emergência médica. A fisiopatologia envolve a deficiência de insulina e o aumento de hormônios contrarreguladores, levando à lipólise e produção excessiva de corpos cetônicos. O diagnóstico precoce e o manejo intensivo são cruciais, pois a CAD está associada a alta morbimortalidade materna e fetal, incluindo óbito fetal, como sugerido pelo histórico da paciente, e aumento do risco de malformações congênitas se o controle glicêmico for inadequado no primeiro trimestre. O pré-natal adequado, com rastreamento universal do diabetes gestacional entre 24 e 28 semanas (ou mais cedo em casos de alto risco) e controle glicêmico rigoroso, é a principal estratégia para prevenir a CAD e outras complicações. A educação da paciente sobre sinais de alerta, a adesão ao tratamento e o monitoramento fetal são fundamentais para um desfecho favorável.
Sinais incluem poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso, fadiga, náuseas, vômitos, dor abdominal e, em casos graves, desidratação, taquipneia (respiração de Kussmaul) e alteração do nível de consciência, indicando cetoacidose.
O rastreamento precoce permite identificar e tratar o diabetes gestacional, prevenindo complicações maternas como pré-eclâmpsia e cetoacidose, e fetais como macrossomia, hipoglicemia neonatal, malformações congênitas e óbito fetal.
As complicações fetais incluem macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório, cardiomiopatia hipertrófica, malformações congênitas (especialmente cardíacas e do tubo neural) e óbito fetal intrauterino.
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