UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Paciente de 16 anos com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1, foi admitido no pronto-socorro com quadro clínico de cetoacidose diabética, com glicemia sérica >500 mg/dL, pH sérico de 7,04 (normal: 7,35-7,45) e bicarbonato sérico de 8 mmol/L (normal: 22-26 mmol/L). A principal causa da acidose no caso é a
CAD → deficiência insulina → lipólise ↑ → cetogênese ↑ → acidose metabólica de alto ânion gap.
A cetoacidose diabética é uma complicação grave do DM1, caracterizada pela deficiência absoluta ou relativa de insulina. Essa deficiência leva à lipólise descontrolada e à produção excessiva de corpos cetônicos (ácidos fixos como beta-hidroxibutirato e acetoacetato), resultando em acidose metabólica com ânion gap elevado.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, mais comum no tipo 1, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. Sua alta morbimortalidade exige reconhecimento e tratamento imediatos, sendo um tema crucial para a prática clínica e provas de residência. A fisiopatologia da CAD reside na deficiência absoluta ou relativa de insulina, que leva a um estado catabólico. A falta de insulina, combinada com o aumento de hormônios contrarreguladores (glucagon, cortisol, catecolaminas), promove intensa lipólise. Os ácidos graxos livres resultantes são oxidados no fígado, gerando uma produção excessiva de corpos cetônicos (beta-hidroxibutirato e acetoacetato), que são ácidos fortes, causando a acidose metabólica de alto ânion gap. O tratamento da CAD envolve reposição volêmica agressiva, insulinoterapia intravenosa contínua, correção de eletrólitos (especialmente potássio) e identificação e tratamento do fator precipitante. A compreensão da fisiopatologia é fundamental para guiar a terapia e evitar complicações como edema cerebral, especialmente em pacientes pediátricos.
A CAD é diagnosticada pela tríade de hiperglicemia (>250 mg/dL), acidose metabólica (pH <7,3 e bicarbonato <18 mEq/L) e cetonemia/cetonúria.
A insulina inibe a lipólise e a cetogênese. Sua deficiência leva à quebra de gorduras e produção excessiva de corpos cetônicos, que são ácidos, causando a acidose.
A falta de insulina impede a captação de glicose pelas células, ativando vias alternativas de energia, como a lipólise. Os ácidos graxos liberados são convertidos em corpos cetônicos no fígado.
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