SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024
Sobre a cetoacidose diabética (CAD), assinale a alternativa correta.
CAD → ↑ glicogenólise e neoglicogênese por deficiência/resistência à insulina e ↑ hormônios contrarreguladores.
Na cetoacidose diabética, a deficiência de insulina e o aumento dos hormônios contrarreguladores (glucagon, cortisol, catecolaminas, GH) levam a uma elevação drástica da produção de glicose hepática através da glicogenólise e neoglicogênese, contribuindo significativamente para a hiperglicemia.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes melito, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. Sua fisiopatologia é complexa e envolve a deficiência absoluta ou relativa de insulina, combinada com um aumento significativo dos hormônios contrarreguladores, como glucagon, cortisol, catecolaminas e hormônio do crescimento. Essa desregulação hormonal leva a uma série de eventos metabólicos que culminam no quadro clínico da CAD. Um dos pilares da CAD é a hiperglicemia severa, que é impulsionada principalmente pela elevação da produção de glicose hepática. Isso ocorre devido ao estímulo intenso da glicogenólise (quebra do glicogênio armazenado no fígado) e da neoglicogênese (produção de glicose a partir de aminoácidos e glicerol). Simultaneamente, a deficiência de insulina impede a captação de glicose pelos tecidos periféricos, agravando ainda mais a hiperglicemia. Além disso, a deficiência de insulina e o excesso de hormônios contrarreguladores promovem a lipólise no tecido adiposo, liberando grandes quantidades de ácidos graxos livres. Estes são então metabolizados no fígado em corpos cetônicos (beta-hidroxibutirato e acetoacetato), que são ácidos fortes e causam a acidose metabólica. Para residentes, é crucial entender esses mecanismos interligados para o diagnóstico e manejo eficaz da CAD, que exige reposição volêmica, insulinoterapia e correção eletrolítica.
Na CAD, a deficiência de insulina e o excesso de hormônios contrarreguladores estimulam intensamente a glicogenólise (quebra de glicogênio) e a neoglicogênese (produção de glicose a partir de precursores não carboidratos) no fígado, resultando em hiperglicemia severa.
A resistência à insulina, juntamente com a deficiência absoluta ou relativa de insulina, impede a captação de glicose pelas células e promove a lipólise e proteólise. Isso leva à formação de corpos cetônicos e à elevação da glicose sanguínea, não à hipoglicemia.
Glucagon, cortisol, catecolaminas e hormônio do crescimento estão elevados na CAD. Eles promovem a glicogenólise, neoglicogênese, lipólise e proteólise, exacerbando a hiperglicemia e a cetoacidose, e contribuindo para a resistência à insulina.
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