Cetoacidose Diabética Euglicêmica: Critérios Diagnósticos

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Quais os critérios diagnósticos para cetoacidose diabética euglicêmica?

Alternativas

  1. A) Glicemia > 200 mg/dL, com pH < 7,2, bicarbonato < 18 mEq/L, anion gap 12-14 mEq/L e concentrações elevadas de cetonemia
  2. B) Glicemia < 300 mg/dL, com pH < 7,2, bicarbonato < 18 mEq/L, anion gap 10-12 mEq/L e concentrações elevadas de cetonemia
  3. C) Glicemia < 200 mg/dL, com pH < 7,3, bicarbonato < 20 mEq/L, anion gap 10-12 mEq/L e concentrações elevadas de cetonemia
  4. D) Glicemia > 300 mg/dL, com pH < 7,3, bicarbonato < 20 mEq/L, anion gap 12-14 mEq/L e concentrações elevadas de cetonemia
  5. E) Glicemia < 200 mg/dL, com pH < 7,3, bicarbonato < 18 mEq/L, anion gap 10-12 mEq/L e concentrações elevadas de cetonemia

Pérola Clínica

CAD euglicêmica: Glicemia < 200 mg/dL + pH < 7,3 + HCO3 < 18 mEq/L + Anion Gap > 10 + Cetonemia ↑.

Resumo-Chave

A cetoacidose diabética euglicêmica (CADe) é uma forma atípica de CAD caracterizada por glicemia < 200 mg/dL, mas com acidose metabólica (pH < 7,3, bicarbonato < 18 mEq/L), anion gap elevado (>10 mEq/L) e cetonemia/cetonúria significativas. É frequentemente associada ao uso de inibidores do SGLT2, jejum prolongado, baixa ingestão de carboidratos, uso de álcool ou gravidez.

Contexto Educacional

A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. A CAD euglicêmica, embora menos comum, é uma variante importante que desafia o diagnóstico, pois a glicemia pode estar normal ou apenas ligeiramente elevada (< 200 mg/dL). Sua prevalência tem aumentado, especialmente com o uso de inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2). A fisiopatologia da CAD euglicêmica envolve um desequilíbrio entre insulina e glucagon, levando à lipólise e produção de corpos cetônicos, mas com mecanismos que impedem a hiperglicemia acentuada. Isso pode ocorrer devido à depleção de glicogênio hepático (jejum prolongado, dietas low-carb), aumento da excreção renal de glicose (inibidores SGLT2) ou aumento da utilização de glicose pelos tecidos. O diagnóstico requer alta suspeição, pois a ausência de hiperglicemia marcante pode atrasar a identificação da acidose metabólica grave. O tratamento da CAD euglicêmica é semelhante ao da CAD clássica, focando na reposição volêmica, insulinoterapia e correção dos distúrbios eletrolíticos. No entanto, é crucial administrar glicose intravenosa precocemente para evitar hipoglicemia, enquanto se continua a insulinoterapia para suprimir a cetogênese. A identificação dos fatores precipitantes é fundamental para a prevenção de recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para diagnosticar cetoacidose diabética euglicêmica?

Os critérios incluem glicemia < 200 mg/dL, pH arterial < 7,3, bicarbonato sérico < 18 mEq/L, anion gap > 10 mEq/L e presença de cetonas elevadas no sangue ou urina.

Por que a cetoacidose diabética euglicêmica ocorre?

Pode ser desencadeada por fatores como uso de inibidores do SGLT2, jejum prolongado, dietas com restrição de carboidratos, consumo excessivo de álcool, gravidez ou doenças agudas que aumentam o estresse metabólico.

Como a cetoacidose diabética euglicêmica difere da cetoacidose diabética clássica?

A principal diferença é o nível de glicemia. Na CAD clássica, a glicemia é geralmente > 250 mg/dL, enquanto na CAD euglicêmica, a glicemia é < 200 mg/dL, apesar da presença de acidose metabólica e cetonemia.

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