Cetoacidose Diabética Euglicêmica: Diagnóstico e Fatores de Risco

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024

Enunciado

Um homem de 68 anos, diabético tipo 2 conhecido há 15 anos, com histórico de HAS, doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, é admitido no pronto-socorro com queixa de fraqueza, dispneia e confusão mental progressiva nas últimas 24 horas. Ele refere diminuição na ingesta alimentar devido a um episódio de gastroenterite na semana anterior manejada com metronidazol oral. Ao exame físico, apresenta-se desidratado, FR 26 ipm, PA 89/50mmHg e confusão mental. A gasometria arterial revela pH de 7,10, bicarbonato de 8 mEq/L, glicemia de 162 mg/dL. Parcial de urina com nitrito negativo, proteinúria +/4, cetonas +++/4, elevação dos corpos cetônicos, nitrito negativo. Sódio sérico 132, potássio sérico 3,2; cloretos 102, ureia 54, creatinina 1,2.A respeito do caso acima, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Considerando a osmolalidade plasmática calculada, o diagnóstico mais provável é de estado hiperosmolar hiperglicêmico.
  2. B) A probabilidade de cetoacidose diabética (CAD] é muito baixa, considerando a idade do paciente, bem como a glicemia aferida na admissão.
  3. C) O paciente apresenta um quadro clássico de necrose tubular aguda consequente ao uso prévio de metronidazol.
  4. D) Necessário investigar uso de inibidor de SGLT-2 no tratamento do DM e ICFER deste paciente, pois é fator de risco relevante para CAD euglicêmica.
  5. E) O ânion gap do paciente está dentro dos valores normais, o que permite o manejo emergencial com insulina subcutânea e hidratação venosa parcimoniosa.

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