Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023
A Cetoacidose Diabética Euglicêmica (CAD-E) é definida:
CAD-E = glicemia < 200 mg/dL + pH < 7,3 + HCO3 < 18 + AG > 10-12 + cetonemia ↑.
A Cetoacidose Diabética Euglicêmica (CAD-E) é uma condição grave caracterizada por acidose metabólica e cetonemia elevadas, apesar de níveis de glicemia abaixo do limiar clássico de CAD (geralmente < 200 mg/dL). É crucial reconhecer seus critérios diagnósticos para um manejo adequado.
A Cetoacidose Diabética Euglicêmica (CAD-E) é uma forma atípica de cetoacidose diabética que se caracteriza pela presença de acidose metabólica significativa e cetonemia elevada, mas com níveis de glicemia abaixo de 200 mg/dL, diferentemente da CAD clássica. Esta condição, embora menos comum, tem ganhado relevância clínica, especialmente com o advento de novas classes de medicamentos para diabetes, como os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2). Os critérios diagnósticos para CAD-E incluem glicemia < 200 mg/dL, pH arterial < 7,3, bicarbonato sérico < 18 mEq/L, anion gap elevado (geralmente > 10-12 mEq/L) e cetonemia ou cetonúria significativas. A fisiopatologia envolve a deficiência de insulina relativa ou absoluta, que leva à lipólise e produção de corpos cetônicos, enquanto a euglicemia pode ser mantida por outros mecanismos, como a glicosúria induzida por iSGLT2 ou o jejum prolongado. O manejo da CAD-E é similar ao da CAD clássica, focando na reposição volêmica, insulinoterapia e correção de distúrbios eletrolíticos. É vital que residentes e profissionais de saúde estejam cientes dessa apresentação atípica para evitar atrasos no diagnóstico e tratamento, que podem levar a desfechos desfavoráveis. A suspeita deve ser alta em pacientes diabéticos com sintomas de cetoacidose, mesmo com glicemia normal ou levemente elevada.
A CAD-E é definida pela presença de glicemia < 200 mg/dL, pH arterial < 7,3, bicarbonato sérico < 18 mEq/L, anion gap > 10-12 mEq/L e concentrações elevadas de cetonemia ou cetonúria.
As causas incluem o uso de inibidores do SGLT2, jejum prolongado, ingestão reduzida de carboidratos, uso de insulina em doses insuficientes, cirurgias, infecções e gravidez, que podem precipitar o estado cetótico mesmo com glicemia controlada.
É crucial reconhecer a CAD-E porque, apesar da glicemia não estar marcadamente elevada, a acidose metabólica e a cetonemia podem ser graves e potencialmente fatais, exigindo tratamento imediato com fluidos, insulina e correção de eletrólitos, similar à CAD clássica.
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