Cetoacidose Diabética: Diagnóstico e Manejo Terapêutico

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda que ocorre tipicamente no diabetes tipo 1 (DM1), embora também possa ocorrer em pacientes com DM tipo 2 (DM2). Acerca do tema Cetoacidose Diabética, assinale a afirmativa correta.

Alternativas

  1. A) É definida pela ausência de hiperglicemia, acidose metabólica e cetose.
  2. B) Os eventos mais raros em pacientes com CAD são as infecções, (geralmente estomacal ou do trato urinário) e descontinuação da terapia com insulina.
  3. C) Cetonemia > 2 mmol/L e um aniongap > 08 são indicadores de CAD grave.
  4. D) A administração de bicarbonato de sódio intravenoso de rotina não demonstrou melhora clínica na resolução da acidose, na duração do plano de tratamento e na mortalidade em pacientes com CAD.
  5. E) A hipofosfatemia grave é um achado comum e geralmente com sintomas de febre durante a terapia da CAD.

Pérola Clínica

CAD: hiperglicemia, acidose metabólica (pH < 7.3, HCO3 < 18), cetonemia/cetonúria. Bicarbonato IV não é rotina.

Resumo-Chave

A cetoacidose diabética é uma emergência endócrina caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. A administração rotineira de bicarbonato de sódio intravenoso não é recomendada, pois não demonstrou benefício na resolução da acidose ou na mortalidade, e pode ter efeitos adversos.

Contexto Educacional

A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, mais comum no tipo 1, mas também presente no tipo 2. Caracteriza-se por uma deficiência grave de insulina, levando a hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. Os principais precipitantes incluem infecções, descontinuação da terapia com insulina, infarto agudo do miocárdio e outras condições de estresse fisiológico. O diagnóstico da CAD é estabelecido pela tríade de hiperglicemia (glicemia > 250 mg/dL), acidose metabólica (pH arterial < 7.3, bicarbonato sérico < 18 mEq/L) e cetose (cetonemia > 3 mmol/L ou cetonúria moderada a grave). A gravidade da CAD é classificada com base no pH, bicarbonato e estado mental. O anion gap elevado é um achado comum na acidose metabólica da CAD. O tratamento da CAD envolve hidratação vigorosa com fluidos intravenosos, insulinoterapia para reverter a cetogênese e corrigir a hiperglicemia, e reposição de eletrólitos, especialmente potássio. A administração de bicarbonato de sódio intravenoso não é recomendada de rotina, pois não melhora os desfechos e pode causar hipocalemia e acidose paradoxal do SNC. A hipofosfatemia pode ocorrer durante o tratamento, mas raramente é sintomática.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Cetoacidose Diabética?

A CAD é definida pela presença de hiperglicemia (glicemia > 250 mg/dL), acidose metabólica (pH arterial < 7.3 e bicarbonato < 18 mEq/L) e cetose (cetonemia > 3 mmol/L ou cetonúria significativa).

Quando o bicarbonato de sódio é indicado no tratamento da CAD?

O bicarbonato de sódio é geralmente reservado para casos de CAD com acidose muito grave (pH < 6.9 ou 7.0) e instabilidade hemodinâmica, não sendo recomendado para uso rotineiro devido aos riscos.

Quais são os principais precipitantes da Cetoacidose Diabética?

Os precipitantes mais comuns da CAD são infecções (pneumonia, ITU), descontinuação ou dose inadequada de insulina, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e uso de certos medicamentos.

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