SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2023
Um paciente de 33 anos foi encontrado desacordado com hálito cetônico, sendo levado direto para a emergência do hospital. Na sua história, consta que, há duas semanas, ele começou a apresentar polidipsia e poliúria. Os exames da emergência demostram um PH de 7,05; HCO3 de 11; K de 4,5 meq/l; sódio corrigido de 140 meq/l e seu HGT foi de 500mg/dl; além de presença de leucocitose com 26 mil leucóticos. Em relação ao caso clínico descrito e aos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.A terapêutica com insulina regular deve ser realizada preferencialmente por via endovenosa.
Cetoacidose Diabética grave (pH < 7.1) → Insulina Regular IV contínua é a via preferencial.
O tratamento da cetoacidose diabética (CAD) foca na expansão volêmica e insulinoterapia endovenosa para bloquear a cetogênese e corrigir a acidose.
A cetoacidose diabética é uma emergência endócrina caracterizada pela tríade hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. O caso apresenta um paciente jovem com sintomas clássicos de abertura de DM1 (poliúria, polidipsia) evoluindo para CAD grave (pH 7.05). A leucocitose observada pode ser secundária ao estresse metabólico, não necessariamente indicando infecção. O manejo prioritário envolve hidratação vigorosa com solução salina e insulinoterapia. A via endovenosa é a escolha padrão-ouro em ambiente hospitalar para garantir a reversão da cetose, permitindo titulação fina. É crucial monitorar eletrólitos, especialmente o potássio, pois a insulina promove o influxo de K+ para o meio intracelular, podendo causar hipocalemia grave se não houver reposição adequada.
A via endovenosa permite um controle mais preciso e rápido da glicemia e da cetogênese, com meia-vida curta que facilita ajustes imediatos conforme a resposta metabólica do paciente, sendo superior à via subcutânea em casos de desidratação grave e má perfusão periférica.
A transição ocorre quando a acidose é resolvida (pH > 7.3, HCO3 > 15, Anion Gap normal) e o paciente tolera dieta oral, mantendo uma sobreposição de 1 a 2 horas entre a dose subcutânea e o desligamento da bomba de infusão.
As diretrizes recomendam um bolus de 0,1 U/kg seguido de infusão contínua de 0,1 U/kg/h, ou alternativamente, uma infusão direta de 0,14 U/kg/h sem necessidade de bolus inicial.
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