UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Diante de um paciente, 18 anos de idade, trazido ao pronto-socorro por suspeita de cetoacidose diabética, assinale a alternativa correta.
CAD: Cetonemia plasmática > 3 mmol/L é critério diagnóstico essencial, junto a hiperglicemia e acidose.
O diagnóstico de cetoacidose diabética requer a presença de hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia/cetonúria. A cetonemia é um marcador mais sensível e específico que a cetonúria para monitoramento e diagnóstico, sendo um critério fundamental.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. É mais comum no diabetes tipo 1, mas pode ocorrer no tipo 2, e sua rápida identificação e manejo são cruciais para prevenir morbimortalidade. A CAD é uma das principais causas de internação hospitalar em pacientes diabéticos jovens. O diagnóstico da CAD baseia-se em critérios laboratoriais bem definidos: glicemia plasmática > 250 mg/dL, pH arterial < 7,30, bicarbonato sérico < 18 mEq/L e presença de cetonas no sangue (cetonemia > 3 mmol/L) ou urina. A cetonemia é um indicador mais preciso da gravidade e da resposta ao tratamento. A fisiopatologia envolve deficiência de insulina e aumento de hormônios contrarreguladores, levando à gliconeogênese, glicogenólise e lipólise excessivas, com produção de corpos cetônicos. O tratamento da CAD envolve hidratação venosa vigorosa (geralmente com soro fisiológico 0,9%), insulinoterapia endovenosa contínua (após hidratação e avaliação do potássio), reposição de eletrólitos (especialmente potássio) e correção da acidose. A monitorização frequente de glicemia, eletrólitos e gasometria é essencial. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas complicações como edema cerebral podem ocorrer, especialmente em crianças.
Os critérios incluem glicemia plasmática > 250 mg/dL, pH arterial < 7,30, bicarbonato sérico < 18 mEq/L e cetonemia > 3 mmol/L ou cetonúria significativa.
A reposição de potássio deve ser iniciada se o potássio sérico for < 5,3 mEq/L, e obrigatoriamente antes da insulina se for < 3,3 mEq/L, para evitar arritmias cardíacas.
A primeira medida é a hidratação vigorosa com solução salina isotônica, antes da insulinização endovenosa, para restaurar o volume intravascular e melhorar a perfusão tecidual.
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