Cetoacidose Diabética: Critérios Diagnósticos e Manejo

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Diante de um paciente, 18 anos de idade, trazido ao pronto-socorro por suspeita de cetoacidose diabética, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A primeira medida terapêutica a ser instituída é insulinização endovenosa.
  2. B) A reposição de K endovenoso deve ser instituída quando as concentrações plasmáticas do ânion estiverem menores que 3,5 mEq/L.
  3. C) Cetonemia plasmática > 3 mmol/L é critério diagnóstico.
  4. D) Glicemia plasmática < 200 mg/dL exclui o diagnóstico.
  5. E) HCO₃ < 15 mmol/L é critério de cetoacidose grave.

Pérola Clínica

CAD: Cetonemia plasmática > 3 mmol/L é critério diagnóstico essencial, junto a hiperglicemia e acidose.

Resumo-Chave

O diagnóstico de cetoacidose diabética requer a presença de hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia/cetonúria. A cetonemia é um marcador mais sensível e específico que a cetonúria para monitoramento e diagnóstico, sendo um critério fundamental.

Contexto Educacional

A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. É mais comum no diabetes tipo 1, mas pode ocorrer no tipo 2, e sua rápida identificação e manejo são cruciais para prevenir morbimortalidade. A CAD é uma das principais causas de internação hospitalar em pacientes diabéticos jovens. O diagnóstico da CAD baseia-se em critérios laboratoriais bem definidos: glicemia plasmática > 250 mg/dL, pH arterial < 7,30, bicarbonato sérico < 18 mEq/L e presença de cetonas no sangue (cetonemia > 3 mmol/L) ou urina. A cetonemia é um indicador mais preciso da gravidade e da resposta ao tratamento. A fisiopatologia envolve deficiência de insulina e aumento de hormônios contrarreguladores, levando à gliconeogênese, glicogenólise e lipólise excessivas, com produção de corpos cetônicos. O tratamento da CAD envolve hidratação venosa vigorosa (geralmente com soro fisiológico 0,9%), insulinoterapia endovenosa contínua (após hidratação e avaliação do potássio), reposição de eletrólitos (especialmente potássio) e correção da acidose. A monitorização frequente de glicemia, eletrólitos e gasometria é essencial. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas complicações como edema cerebral podem ocorrer, especialmente em crianças.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos da cetoacidose diabética?

Os critérios incluem glicemia plasmática > 250 mg/dL, pH arterial < 7,30, bicarbonato sérico < 18 mEq/L e cetonemia > 3 mmol/L ou cetonúria significativa.

Quando iniciar a reposição de potássio na cetoacidose diabética?

A reposição de potássio deve ser iniciada se o potássio sérico for < 5,3 mEq/L, e obrigatoriamente antes da insulina se for < 3,3 mEq/L, para evitar arritmias cardíacas.

Qual a primeira medida terapêutica na cetoacidose diabética?

A primeira medida é a hidratação vigorosa com solução salina isotônica, antes da insulinização endovenosa, para restaurar o volume intravascular e melhorar a perfusão tecidual.

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