Cetoacidose Diabética: Manejo da Insulina e Potássio

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024

Enunciado

Sobre o tratamento da cetoacidose diabética, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O principal pilar no tratamento é a insulinoterapia, que deve ser iniciada imediatamente na admissão e mantida até a correção da Glicemia, pH e Bicarbonato do paciente.
  2. B) O tratamento com insulinoterapia só deve ser iniciado após a avaliação dos níveis de potássio e eventual correção (em caso de hipocalemia), e deve ser mantida até a correção da Glicemia, pH e Bicarbonato do paciente.
  3. C) O tratamento com insulinoterapia só deve ser iniciado após a avaliação dos níveis de potássio e eventual correção (em caso de hipercalemia), e deve ser mantida até a correção da Glicemia, pH e Bicarbonato do paciente.
  4. D) O tratamento com insulinoterapia só deve ser iniciado após a avaliação dos níveis de potássio e eventual correção (em caso de hipo ou hipercalemia), e deve ser mantida até a correção da Glicemia, pH e Bicarbonato do paciente.

Pérola Clínica

CAD: Iniciar insulina APÓS corrigir hipocalemia; manter até glicemia, pH e bicarbonato normalizados.

Resumo-Chave

Na cetoacidose diabética, a insulinoterapia é crucial, mas sua administração pode agravar a hipocalemia preexistente ou induzi-la, pois a insulina leva o potássio para o intracelular. Portanto, é imperativo avaliar e corrigir a hipocalemia antes de iniciar a insulina. O tratamento deve ser mantido até a resolução completa da acidose metabólica, não apenas da glicemia.

Contexto Educacional

A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica com ânion gap elevado e cetonemia. O tratamento da CAD é uma emergência médica que exige uma abordagem sistemática, com fluidoterapia, insulinoterapia e correção de eletrólitos. A insulinoterapia é um pilar fundamental, pois inibe a cetogênese e promove a captação de glicose pelas células. No entanto, é crucial que os níveis de potássio sejam avaliados antes do início da insulina. A insulina promove o deslocamento do potássio do espaço extracelular para o intracelular. Se o paciente apresentar hipocalemia (potássio < 3,3 mEq/L) no início, a administração de insulina pode agravar essa condição, levando a arritmias cardíacas potencialmente fatais. Portanto, a correção da hipocalemia deve preceder ou ser concomitante ao início da insulina. O tratamento com insulina deve ser mantido até a resolução completa da cetoacidose, que é definida por critérios bioquímicos: glicemia < 200 mg/dL, pH arterial > 7.3, bicarbonato sérico > 18 mEq/L e fechamento do ânion gap. Apenas a normalização da glicemia não é suficiente para suspender a insulina, pois a acidose pode persistir. A fluidoterapia e o monitoramento rigoroso dos eletrólitos são igualmente importantes para o sucesso do tratamento e prevenção de complicações.

Perguntas Frequentes

Por que é importante corrigir a hipocalemia antes de iniciar a insulina na CAD?

A insulina promove a entrada de potássio para o espaço intracelular. Se o paciente já estiver hipocalêmico, a administração de insulina pode precipitar uma hipocalemia grave, com risco de arritmias cardíacas fatais.

Quais são os critérios para suspender a insulinoterapia na CAD?

A insulina deve ser mantida até a resolução da cetoacidose, que é definida pela normalização da glicemia, pH arterial (>7.3) e bicarbonato sérico (>18 mEq/L), além do fechamento do gap aniônico.

Qual o papel da fluidoterapia no tratamento da CAD?

A fluidoterapia é o primeiro pilar do tratamento da CAD, visando corrigir a desidratação e melhorar a perfusão renal. Inicialmente, usa-se soro fisiológico 0,9%, e após a glicemia atingir 200 mg/dL, muda-se para soro glicosado para evitar hipoglicemia.

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