Cetoacidose Diabética: Sinais, Sintomas e Achados Laboratoriais

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022

Enunciado

Jovem de 18 anos apresenta quadro agudo de poliúria, polidipsia, emagrecimento, dor abdominal e hálito cetônico. Na primeira bateria de exames na sala de emergência é provável encontrar elevação de

Alternativas

  1. A) amilase sérica e pCO₂ arterial.
  2. B) glicose e pH venoso.
  3. C) ânion gap e potássio.
  4. D) bicarbonato e ureia.
  5. E) sódio e fósforo.

Pérola Clínica

Poliúria, polidipsia, emagrecimento, hálito cetônico e dor abdominal em jovem = CAD; esperar ↑ glicose, ↓ pH, ↓ bicarbonato, ↑ ânion gap, potássio variável (geralmente ↑ inicial).

Resumo-Chave

O quadro clínico de poliúria, polidipsia, emagrecimento, dor abdominal e hálito cetônico em um jovem é altamente sugestivo de Cetoacidose Diabética (CAD). Na CAD, espera-se uma acidose metabólica com ânion gap elevado devido ao acúmulo de cetoácidos. O potássio sérico pode estar elevado inicialmente devido ao shift extracelular, apesar da depleção corporal total.

Contexto Educacional

A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, mais comum no tipo 1, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. É frequentemente a primeira manifestação do diabetes tipo 1 em crianças e jovens, ou pode ser precipitada por infecções, estresse ou má adesão ao tratamento. A fisiopatologia da CAD envolve a deficiência absoluta ou relativa de insulina, que leva à hiperglicemia (devido à gliconeogênese e glicogenólise aumentadas e captação de glicose diminuída) e à lipólise descontrolada. A lipólise libera ácidos graxos livres, que são convertidos em corpos cetônicos no fígado, resultando em cetonemia e acidose metabólica. A hiperglicemia causa diurese osmótica, levando a poliúria, polidipsia e desidratação. O quadro clínico típico inclui poliúria, polidipsia, emagrecimento, fadiga, dor abdominal, náuseas, vômitos e hálito cetônico. Na bateria de exames de emergência, espera-se encontrar hiperglicemia acentuada, acidose metabólica (pH baixo, bicarbonato baixo) com ânion gap elevado (devido aos cetoácidos). O potássio sérico, apesar da depleção corporal total, pode estar normal ou elevado na apresentação devido ao shift transcelular causado pela acidose e deficiência de insulina, sendo um ponto crucial para o manejo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da cetoacidose diabética em jovens?

Os sintomas clássicos incluem poliúria (aumento da micção), polidipsia (aumento da sede), polifagia (aumento da fome, embora possa haver anorexia), emagrecimento, fadiga, dor abdominal, náuseas, vômitos e hálito cetônico.

Por que o ânion gap está elevado na cetoacidose diabética?

O ânion gap está elevado devido ao acúmulo de cetoácidos (beta-hidroxibutirato, acetoacetato) que são ânions não mensuráveis, resultando em uma acidose metabólica de ânion gap elevado.

Como o potássio sérico se comporta na apresentação da cetoacidose diabética?

O potássio sérico pode estar normal ou elevado na apresentação da CAD, apesar da depleção corporal total. Isso ocorre devido à acidose e à deficiência de insulina, que promovem o deslocamento do potássio do espaço intracelular para o extracelular.

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