INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 21 anos, portador de diabetes mellitus tipo 1, diagnosticado há 5 anos, foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) devido à dor abdominal, náuseas e vômitos. Familiares informam que está sem utilizar insulina há 3 dias por dificuldades financeiras. No exame físico, encontra-se torporoso, desidratado, com hálito cetótico e dor abdominal à palpação profunda de forma generalizada. Ao exame, frequência cardíaca de 112 bpm; frequência respiratória de 38 irpm; pressão arterial de 110 x 70 mmHg. Os exames laboratoriais na admissão indicam: | Exame | Resultado | Valor de referência | |---|---|---| | Glicemia | 472 mg/dL | 60 a 100 mg/dL | | Gasometria arterial | pH de 7,2 | 7,35 a 7,45 | | Bicarbonato | 10 mEq/L | 22 a 26 mEq/L | | Creatinina | 1,6 mg/dL | 0,7 a 1,3 mg/dL | | Potássio sérico | 3,0 mEq/L | 3,5 a 5,5 mEq/L | O diagnóstico e a conduta inicial indicada para esse paciente são, respectivamente,
DM1 + hiperglicemia + acidose metabólica + cetose = Cetoacidose Diabética → Hidratação vigorosa com SF 0,9%.
A cetoacidose diabética é uma complicação grave do DM1, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. A conduta inicial é a reposição volêmica com solução fisiológica 0,9%, fundamental para corrigir a desidratação e melhorar a perfusão renal antes da insulinoterapia, especialmente se houver hipocalemia.
A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, mais comum no tipo 1, mas que pode ocorrer no tipo 2 em situações de estresse extremo. Caracteriza-se por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose, resultantes da deficiência absoluta ou relativa de insulina e aumento dos hormônios contrarreguladores. É uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir morbimortalidade. O diagnóstico da CAD baseia-se na tríade de hiperglicemia (geralmente > 250 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7,3 e bicarbonato < 18 mEq/L) e cetonemia/cetonúria. Fatores precipitantes comuns incluem infecções, omissão de insulina, infarto agudo do miocárdio e uso de certos medicamentos. A apresentação clínica pode variar de sintomas gastrointestinais (dor abdominal, náuseas, vômitos) a alterações do nível de consciência, desidratação e respiração de Kussmaul. O tratamento inicial da CAD envolve a reposição volêmica vigorosa com solução fisiológica 0,9% para corrigir a desidratação e hipovolemia, seguida pela insulinoterapia intravenosa em bomba de infusão. A monitorização dos eletrólitos, especialmente o potássio, é fundamental, pois a hipocalemia pode se agravar com a insulina. O manejo adequado e a correção gradual dos distúrbios metabólicos são essenciais para um bom prognóstico e para evitar complicações como edema cerebral.
Os critérios incluem glicemia > 250 mg/dL, pH arterial < 7,3, bicarbonato sérico < 18 mEq/L e presença de cetonas no sangue ou urina, associados a sintomas clínicos de descompensação.
A reposição volêmica com solução fisiológica 0,9% é crucial para corrigir a desidratação grave, restaurar a perfusão tecidual e renal, e reduzir a glicemia antes da insulinoterapia, minimizando riscos de complicações.
A CAD é marcada por acidose metabólica e cetose proeminentes, enquanto o EHH apresenta hiperglicemia muito mais elevada (>600 mg/dL), hiperosmolaridade e ausência ou cetose leve, sem acidose significativa.
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