UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021
Paciente 49 anos, previamente hipertenso e diabético tipo 2, desidratado da entrada com quadro de rebaixamento do nível de consciente sendo realizado intubação orotraqueal, dextro de entrada 455 mg/dl, sobre o manejo abaixo, assinale a correta quanto ao manejo inicial do quadro agudo:
Paciente diabético com rebaixamento de consciência e hiperglicemia grave → Hidratação vigorosa + Gasometria arterial para diferenciar CAD/EHH.
Em um paciente diabético com hiperglicemia grave e rebaixamento do nível de consciência, a prioridade inicial é a estabilização hemodinâmica com hidratação vigorosa. A coleta de gasometria arterial é essencial para diferenciar cetoacidose diabética (acidose metabólica) de estado hiperosmolar hiperglicêmico.
Pacientes diabéticos com hiperglicemia grave e rebaixamento do nível de consciência podem estar apresentando quadros agudos como Cetoacidose Diabética (CAD) ou Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico (EHH), emergências endócrinas com alta morbimortalidade. A identificação e o manejo rápido são cruciais. A CAD é mais comum em DM tipo 1, mas pode ocorrer em tipo 2, enquanto o EHH é mais frequente em DM tipo 2 e idosos. O manejo inicial de pacientes com hiperglicemia grave e rebaixamento de consciência deve seguir uma abordagem sistemática. Após a estabilização das vias aéreas e respiração (como a intubação orotraqueal mencionada), a hidratação endovenosa vigorosa é a primeira e mais importante medida para corrigir a desidratação e a hipovolemia. Simultaneamente, a coleta de exames laboratoriais, incluindo gasometria arterial, eletrólitos, glicemia, função renal e cetonas, é fundamental para o diagnóstico diferencial entre CAD e EHH e para guiar o tratamento subsequente. A gasometria arterial é essencial para avaliar o pH e o bicarbonato, diferenciando a acidose metabólica da CAD. A hidratação inicial geralmente é feita com solução salina isotônica (0,9% NaCl). A insulina só deve ser iniciada após a correção da hipovolemia e dos eletrólitos (especialmente potássio), para evitar complicações como hipocalemia e edema cerebral. O tratamento é complexo e exige monitorização contínua e ajustes frequentes.
A hidratação vigorosa é crucial para corrigir a desidratação, restaurar o volume intravascular, melhorar a perfusão tecidual e reduzir a glicemia, diluindo o excesso de glicose.
A gasometria arterial permite avaliar o equilíbrio ácido-base e diferenciar entre cetoacidose diabética (que cursa com acidose metabólica) e estado hiperosmolar hiperglicêmico (que geralmente não apresenta acidose significativa).
A CAD é caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. O EHH apresenta hiperglicemia mais acentuada, hiperosmolaridade grave e ausência ou cetonemia leve, sem acidose significativa.
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