Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Uma criança sabidamente diabética dá entrada no pronto socorro letárgica, desidratada e com hálito cetótico. O que você espera encontrar na gasometria arterial desta criança?
Cetoacidose diabética (CAD) = acidose metabólica com anion gap aumentado + cetonemia/cetonúria.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação grave do diabetes mellitus, especialmente em crianças. A falta de insulina leva à lipólise e à produção excessiva de corpos cetônicos (ácidos), resultando em acidose metabólica. O acúmulo desses ácidos orgânicos não medidos (beta-hidroxibutirato, acetoacetato) aumenta o anion gap, caracterizando uma acidose metabólica de anion gap elevado.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma emergência pediátrica grave, sendo a principal causa de morbimortalidade em crianças com diabetes mellitus tipo 1. Ela ocorre devido à deficiência absoluta ou relativa de insulina, levando a um estado catabólico intenso. A falta de insulina impede a captação de glicose pelas células e promove a lipólise, resultando na produção excessiva de corpos cetônicos (ácido beta-hidroxibutírico e acetoacético), que são ácidos fortes. O acúmulo desses corpos cetônicos na circulação sanguínea causa uma acidose metabólica. Na gasometria arterial, espera-se encontrar um pH baixo e um bicarbonato sérico reduzido. Além disso, a presença desses ácidos orgânicos não medidos leva a um aumento do anion gap (Na+ - (Cl- + HCO3-)), caracterizando a acidose metabólica de anion gap elevado. O quadro clínico típico inclui poliúria, polidipsia, perda de peso, desidratação, dor abdominal, náuseas, vômitos, hálito cetótico (odor de frutas), respiração de Kussmaul e alteração do nível de consciência, que pode progredir para letargia e coma. O tratamento é complexo e envolve hidratação venosa, insulinoterapia e correção de eletrólitos, com atenção especial para a prevenção do edema cerebral.
Os critérios incluem hiperglicemia (>200 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7,3 e/ou bicarbonato < 15 mEq/L) e cetonemia/cetonúria significativas.
O anion gap aumenta devido ao acúmulo de ácidos orgânicos (corpos cetônicos como beta-hidroxibutirato e acetoacetato) que são produzidos em excesso na ausência de insulina.
A conduta inicial envolve hidratação venosa cuidadosa, insulinoterapia contínua em bomba e correção de eletrólitos, com monitoramento rigoroso do estado neurológico.
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