HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
Qual a principal causa de morte na cetoacidose diabética?
Edema cerebral é a principal causa de morte na cetoacidose diabética, especialmente em crianças.
Embora rara, a complicação mais temida e a principal causa de morte na cetoacidose diabética, especialmente em pacientes pediátricos, é o edema cerebral. Seu desenvolvimento está associado a fatores como a velocidade da correção da glicemia e da osmolaridade, e a administração excessiva de fluidos.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. É mais comum no diabetes tipo 1, mas pode ocorrer no tipo 2 em situações de estresse. A CAD representa uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos, sendo uma das principais causas de hospitalização e mortalidade em pacientes diabéticos. A fisiopatologia da CAD envolve a deficiência absoluta ou relativa de insulina, que leva à gliconeogênese e glicogenólise hepática descontroladas, resultando em hiperglicemia. A falta de insulina também promove a lipólise, liberando ácidos graxos que são convertidos em corpos cetônicos no fígado, causando a acidose metabólica. O diagnóstico é feito pela tríade de hiperglicemia (>250 mg/dL), acidose metabólica (pH <7,3 e bicarbonato <18 mEq/L) e cetonemia/cetonúria. Embora a CAD seja grave, a principal causa de morte, especialmente em crianças e adolescentes, é o edema cerebral. Esta complicação rara, mas devastadora, está associada a fatores como a rápida correção da glicemia, a administração excessiva de fluidos hipotônicos e a idade jovem. O tratamento visa corrigir a desidratação, a hiperglicemia e a acidose, além de repor eletrólitos, com monitorização rigorosa para prevenir o edema cerebral e outras complicações como hipocalemia e hipoglicemia.
Os principais sinais e sintomas da CAD incluem poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso, náuseas, vômitos, dor abdominal, respiração de Kussmaul e hálito cetônico, indicando um quadro de descompensação metabólica.
O edema cerebral na CAD pode ocorrer devido a uma correção muito rápida da glicemia e da osmolaridade plasmática, levando a um influxo de água para as células cerebrais, ou pela administração excessiva de fluidos hipotônicos, causando inchaço cerebral.
A monitorização eletrolítica, especialmente do potássio, é crucial no tratamento da CAD, pois a correção da acidose e a administração de insulina podem levar a uma rápida queda dos níveis séricos de potássio, resultando em hipocalemia grave e arritmias cardíacas.
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