Cetoacidose Diabética: Diagnóstico e Manejo em Pacientes com DM1

HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo feminino, 14 anos, com histórico de diabetes tipo 1, é trazida ao pronto-socorro com queixas de náuseas, vômitos, sede excessiva e respiração rápida e profunda. Os exames laboratoriais revelam glicemia de 300 mg/dL, pH sanguíneo de 7,25 e presença de corpos cetônicos no sangue e na urina. Considerando este quadro clínico, o diagnóstico e manejo dessa condição é:

Alternativas

  1. A) A paciente apresenta Cetoacidose Diabética (CAD), caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose.
  2. B) A paciente apresenta um quadro leve de hipoglicemia que pode ser corrigido com a administração de glicose intravenosa.
  3. C) A paciente está em estado de hiperosmolaridade sem sinais de cetose, necessitando apenas de reidratação oral.
  4. D) A respiração rápida e profunda sugere uma compensação por alcalose metabólica, comum em pacientes com CAD.

Pérola Clínica

CAD = Hiperglicemia + Acidose metabólica + Cetose → Manejo: Hidratação, Insulina, Eletrólitos.

Resumo-Chave

A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes, especialmente tipo 1, caracterizada pela tríade de hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, polidipsia e respiração de Kussmaul, refletindo a tentativa de compensação da acidose.

Contexto Educacional

A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do Diabetes Mellitus, mais frequentemente observada em pacientes com Diabetes Tipo 1. Ela resulta de uma deficiência grave de insulina, que leva à hiperglicemia, lipólise descontrolada e produção excessiva de corpos cetônicos, culminando em acidose metabólica. A CAD é uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir morbidade e mortalidade significativas. O quadro clínico da CAD é caracterizado por sintomas como polidipsia, poliúria, náuseas, vômitos, dor abdominal, fadiga e, em casos mais graves, alteração do nível de consciência. A respiração rápida e profunda, conhecida como respiração de Kussmaul, é um sinal clássico da tentativa do organismo de compensar a acidose metabólica. O diagnóstico é confirmado pela tríade de hiperglicemia (geralmente > 250 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7,30 e bicarbonato < 18 mEq/L) e cetose (corpos cetônicos positivos no sangue ou urina). O manejo da CAD é complexo e envolve a correção da desidratação com fluidos intravenosos, a administração de insulina para reverter a hiperglicemia e a cetose, e a reposição cuidadosa de eletrólitos, especialmente potássio. É crucial monitorar de perto o estado do paciente, incluindo glicemia, eletrólitos, pH e balanço hídrico. A compreensão da fisiopatologia e do tratamento da CAD é fundamental para médicos residentes, pois é uma condição comum e potencialmente fatal que exige uma abordagem rápida e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Cetoacidose Diabética (CAD)?

Os critérios diagnósticos para CAD incluem hiperglicemia (glicemia > 250 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7,30 e bicarbonato < 18 mEq/L) e cetose (presença de corpos cetônicos no sangue ou urina). A gravidade é classificada pelo pH e bicarbonato.

Por que a respiração de Kussmaul ocorre na Cetoacidose Diabética?

A respiração de Kussmaul é um padrão respiratório profundo e rápido que ocorre como um mecanismo compensatório para a acidose metabólica. O corpo tenta eliminar o excesso de dióxido de carbono (CO2), que é um ácido volátil, para aumentar o pH sanguíneo e corrigir a acidose.

Qual é o manejo inicial da Cetoacidose Diabética?

O manejo inicial da CAD envolve hidratação vigorosa com solução salina isotônica para corrigir a desidratação e a hipovolemia, insulinoterapia intravenosa contínua para reduzir a glicemia e suprimir a cetogênese, e reposição de eletrólitos, especialmente potássio, que pode cair rapidamente com a insulinoterapia.

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