UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Durante um plantão, um colega o procura para tirar dúvidas sobre um caso clínico. A paciente Lúcia, 16 anos, deu entrada com confusão mental, vômitos e dores abdominais. Encontrava-se pálida, desidratada, com alteração do padrão respiratório, taquicardia, hipotensa e com hiperglicemia. Suspeitando de cetoacidose diabética, analise as afirmativas a seguir e marque a assertiva correta. I. No exame físico de um paciente com cetoacidose diabética pode-se encontrar desidratação, taquicardia, hálito cetônico, respiração de Cheynne Stokes e em casos mais graves, alterações do nível de consciência. II. O diagnóstico de cetoacidose pode ser confirmado na presença de glicemia capilar maior ou igual 250 mg/dl, pH arterial menor ou igual a 7,3, bicarbonato sérico menor ou igual a 15 mEq/l e cetonemia / cetonúria. III. Valores de calemia acima de 3,3 permitem o início da insulinoterapia e não requerem reposição endovenosa de potássio, podendo esta ser feita com KCI via oral. IV. O uso de bicarbonato está recomendado apenas nas acidoses graves com pH inferior a 6,9, sendo administrado 50 mEq/l endovenoso. V. O controle da cetoacidose diabética pode ser definido por glicemias ≤ 200 mg/dl, bicarbonato sérico ≥ 18 mEq/l e pH ≥ 7,3.
CAD = Glicemia ≥250, pH ≤7.3, HCO3 ≤18, cetonemia/cetonúria. Resolução = Glicemia ≤200, pH ≥7.3, HCO3 ≥18.
A cetoacidose diabética é uma emergência metabólica caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. O diagnóstico e a resolução seguem critérios laboratoriais específicos, e o manejo inclui hidratação, insulinoterapia e reposição de eletrólitos, com uso restrito de bicarbonato.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. É mais comum no diabetes tipo 1, mas pode ocorrer no tipo 2. A fisiopatologia envolve a deficiência absoluta ou relativa de insulina, levando ao aumento dos hormônios contrarreguladores, lipólise e produção excessiva de corpos cetônicos. O quadro clínico da CAD inclui desidratação, taquicardia, hálito cetônico, dor abdominal, náuseas, vômitos, e a respiração de Kussmaul (profunda e rápida) para compensar a acidose. Em casos graves, pode haver alteração do nível de consciência. O diagnóstico é laboratorial, com glicemia > 250 mg/dl, pH < 7,3, bicarbonato < 18 mEq/l e presença de cetonas no sangue ou urina. O tratamento da CAD é uma emergência e envolve hidratação vigorosa com solução salina isotônica, insulinoterapia intravenosa contínua e reposição de eletrólitos, principalmente potássio. A insulinoterapia só deve ser iniciada após garantir que o potássio sérico esteja acima de 3,3 mEq/l para evitar arritmias. O uso de bicarbonato é restrito a casos de acidose muito grave (pH < 6,9) ou instabilidade hemodinâmica. A resolução da CAD é confirmada quando a glicemia está abaixo de 200 mg/dl, o bicarbonato sérico é maior ou igual a 18 mEq/l e o pH arterial é maior ou igual a 7,3. Residentes devem dominar esses critérios para um manejo eficaz e seguro.
O diagnóstico de cetoacidose diabética é estabelecido pela presença de glicemia capilar maior ou igual a 250 mg/dl, pH arterial menor ou igual a 7,3, bicarbonato sérico menor ou igual a 18 mEq/l e cetonemia/cetonúria.
A reposição de potássio é crucial na CAD. A insulinoterapia só deve ser iniciada se o potássio sérico for maior que 3,3 mEq/l. Se o potássio estiver entre 3,3 e 5,3 mEq/l, a reposição intravenosa é necessária.
A resolução da cetoacidose diabética é definida por glicemia menor ou igual a 200 mg/dl, bicarbonato sérico maior ou igual a 18 mEq/l e pH arterial maior ou igual a 7,3, além do fechamento do ânion gap.
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