ENARE/ENAMED — Prova 2026
Homem de 21 anos, portador de diabetes mellitus tipo 1, diagnosticado há 5 anos, foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) devido à dor abdominal, náuseas e vômitos. Familiares informam que está sem utilizar insulina há 3 dias por dificuldades financeiras. No exame físico, encontra-se torporoso, desidratado, com hálito cetótico e dor abdominal à palpação profunda de forma generalizada. Ao exame, frequência cardíaca de 112 bpm; frequência respiratória de 38 irpm; pressão arterial de 110 x 70 mmHg. Os exames laboratoriais na admissão indicam: | Exame | Resultado | Valor de referência | |---|---|---| | Glicemia | 472 mg/dL | 60 a 100 mg/dL | | Gasometria arterial pH | de 7,2 | 7,35 a 7,45 | | Bicarbonato | 10 mEq/L | 22 a 26 mEq/L | | Creatinina | 1,6 mg/dL | 0,7 a 1,3 mg/dL | | Potássio sérico | 3,0 mEq/L | 3,5 a 5,5 mEq/L | O diagnóstico e a conduta inicial indicada para esse paciente são, respectivamente,
Cetoacidose Diabética (CAD) → Glicemia alta + Acidose metabólica + Cetose = Hidratação com SF 0,9% é a conduta inicial.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação grave do diabetes, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. A conduta inicial é a reposição volêmica agressiva com solução fisiológica a 0,9%, seguida de insulinoterapia e correção de distúrbios eletrolíticos.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda e grave do diabetes mellitus, mais comum no tipo 1, mas que pode ocorrer no tipo 2. É precipitada pela deficiência absoluta ou relativa de insulina, levando à hiperglicemia, lipólise e cetogênese. A ausência de insulina impede a captação de glicose pelas células e promove a quebra de gorduras para energia, resultando na produção de corpos cetônicos, que são ácidos e causam acidose metabólica. O quadro clínico da CAD inclui poliúria, polidipsia, perda de peso, náuseas, vômitos, dor abdominal e alteração do nível de consciência. Ao exame físico, pode-se encontrar desidratação, taquipneia (respiração de Kussmaul), hálito cetônico e taquicardia. O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais que revelam hiperglicemia (>250 mg/dL), acidose metabólica (pH <7,3, bicarbonato <18 mEq/L) e cetonúria/cetonemia. O tratamento inicial foca na reposição volêmica com solução fisiológica 0,9%, insulinoterapia intravenosa e correção de distúrbios eletrolíticos, especialmente o potássio.
Os critérios incluem hiperglicemia (glicemia > 250 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7,3 e bicarbonato < 18 mEq/L) e presença de cetonas no sangue ou urina.
A conduta inicial mais importante é a reposição volêmica agressiva com solução fisiológica a 0,9% para corrigir a desidratação e melhorar a perfusão tecidual.
A insulinoterapia deve ser iniciada após a reposição volêmica inicial, geralmente com insulina regular intravenosa em bomba de infusão contínua, uma vez que o potássio sérico esteja acima de 3,3 mEq/L.
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