SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Sobre o tratamento da cetoacidose diabética, é incorreto:
Na CAD, ao atingir glicemia < 250 mg/dL, NÃO cessar insulina; adicionar glicose ao soro e manter insulina.
Na cetoacidose diabética, a insulina deve ser mantida mesmo com glicemia < 250 mg/dL para resolver a cetose. Nesse ponto, adiciona-se glicose ao soro para evitar hipoglicemia e permitir a continuação da infusão de insulina.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. É uma emergência médica que exige tratamento imediato e intensivo, sendo um tópico de alta relevância em provas de residência e na prática clínica. O manejo adequado é crucial para evitar complicações e mortalidade. A fisiopatologia envolve a deficiência absoluta ou relativa de insulina, levando à lipólise e produção excessiva de corpos cetônicos, que são ácidos. O tratamento se baseia em fluidoterapia agressiva para corrigir a desidratação, insulinoterapia para reverter a cetose e a hiperglicemia, e reposição de eletrólitos, principalmente potássio. A pseudohiponatremia é um fenômeno comum devido ao efeito osmótico da glicose. Um ponto crítico no tratamento é a manutenção da infusão de insulina mesmo quando a glicemia atinge valores próximos do normal (geralmente < 250 mg/dL). Nesse momento, deve-se adicionar glicose (dextrose) ao soro intravenoso para prevenir hipoglicemia, enquanto a insulina continua a ser administrada para resolver a cetose e a acidose metabólica, que são os principais objetivos do tratamento da CAD. A interrupção precoce da insulina é um erro comum que prolonga a resolução da cetose.
A reposição de potássio deve ser iniciada quando o potássio sérico estiver abaixo de 5,2 mEq/L, ou mesmo com níveis normais se a diurese estiver estabelecida, pois a quantidade corporal total de potássio está reduzida.
O bicarbonato de sódio é reservado para casos de acidose grave (pH < 6,9 ou 7,0) com instabilidade hemodinâmica, não sendo recomendado rotineiramente devido a potenciais efeitos adversos.
A hiperglicemia causa uma pseudohiponatremia dilucional, pois o excesso de glicose no plasma puxa água das células, diluindo o sódio. É necessário corrigir o sódio sérico para a glicemia.
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