UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
A cetoacidose diabética (CAD) é uma das complicações agudas mais sérias do diabetes mellitus e seu tratamento é baseado em insulinoterapia, reposição hidroeletrolítica e controle de fatores desencadeantes. Em relação ao quadro de cetoacidose diabética, sabe-se que:
CAD: Insulina IV é padrão, mas SC é eficaz em casos leves/moderados, exceto hipovolemia.
Na Cetoacidose Diabética (CAD), a insulina intravenosa contínua é o tratamento padrão. No entanto, em pacientes hemodinamicamente estáveis com CAD leve a moderada, a insulina subcutânea pode ser tão eficaz quanto a intravenosa, exceto em casos de hipovolemia grave onde a absorção SC é comprometida.
A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, cetonemia e acidemia. É mais comum no diabetes tipo 1, mas pode ocorrer no tipo 2 sob estresse fisiológico. A CAD exige tratamento imediato e intensivo, pois pode levar a coma e morte se não manejada adequadamente. O reconhecimento precoce dos sintomas e a intervenção rápida são cruciais. A fisiopatologia da CAD envolve a deficiência absoluta ou relativa de insulina, que leva ao aumento dos hormônios contrarreguladores (glucagon, catecolaminas, cortisol, hormônio do crescimento). Isso resulta em gliconeogênese e glicogenólise hepática aumentadas (hiperglicemia), lipólise exacerbada (produção de ácidos graxos livres) e cetogênese (formação de corpos cetônicos), culminando em acidose metabólica. Clinicamente, os pacientes apresentam poliúria, polidipsia, fadiga, náuseas, vômitos e dor abdominal, além da respiração de Kussmaul e hálito cetônico. O tratamento da CAD baseia-se em três pilares: insulinoterapia, reposição hidroeletrolítica e identificação/tratamento do fator desencadeante. A insulina intravenosa contínua é o padrão ouro, mas a insulina subcutânea pode ser uma opção eficaz para CAD leve a moderada em pacientes estáveis. A reposição volêmica com solução salina isotônica é fundamental para corrigir a desidratação e melhorar a perfusão. A correção dos eletrólitos, especialmente o potássio, é vital. O uso de bicarbonato de sódio é geralmente desaconselhado, exceto em acidose extrema. O manejo adequado da CAD requer monitorização contínua e ajustes terapêuticos para evitar complicações como edema cerebral e hipoglicemia.
A cetoacidose diabética é caracterizada pela tríade bioquímica de hiperglicemia (glicemia > 250 mg/dL), cetonemia (corpos cetônicos no sangue) e acidemia (pH arterial < 7,3 e bicarbonato < 18 mEq/L). A presença de cetonas urinárias pode ser útil, mas a cetonemia é mais específica.
A insulina subcutânea pode ser utilizada no tratamento da CAD leve a moderada em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem hipovolemia grave, e que conseguem tolerar a via oral. Nesses casos, sua eficácia é comparável à infusão intravenosa, mas a monitorização deve ser rigorosa.
O uso de bicarbonato de sódio intravenoso não é recomendado rotineiramente na CAD, pois não demonstrou benefício e pode estar associado a riscos como acidose paradoxal do SNC e hipocalemia. Sua indicação é restrita a casos de acidose muito grave (pH < 6,9 ou 7,0) com instabilidade hemodinâmica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo