ENARE/ENAMED — Prova 2026
Menina de 11 anos foi trazida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de queda do estado geral, náuseas e dor abdominal, desidratação e hálito cetônico. Exames realizados: glicemia de 410 mg/dL; gasometria venosa de pH 7,15 e bicarbonato de 13 mEq/L; exame de urina indica cetonúria. Além da fluidoterapia, o próximo passo é
Cetoacidose Diabética (CAD) → Após fluidoterapia, avaliar e repor potássio ANTES/CONCOMITANTE à insulina para evitar hipocalemia grave.
Na cetoacidose diabética, após a estabilização inicial com fluidoterapia, a reposição de potássio é um passo crítico antes ou concomitantemente à administração de insulina, pois a insulina desloca o potássio para o intracelular, podendo precipitar hipocalemia grave e arritmias cardíacas.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. Em crianças, é frequentemente a primeira manifestação do diabetes tipo 1. O manejo emergencial da CAD exige uma abordagem sistemática, começando pela correção da desidratação com fluidoterapia intravenosa. Após a estabilização hemodinâmica, a insulinoterapia é iniciada para reverter a cetogênese e reduzir a glicemia. Um aspecto crítico do tratamento da CAD é o manejo dos eletrólitos, especialmente o potássio. Embora os pacientes possam apresentar potássio sérico normal ou até elevado na apresentação devido à acidose e à desidratação, o corpo total de potássio está significativamente depletado. A administração de insulina, ao promover a entrada de glicose nas células, também desloca o potássio para o intracelular, podendo precipitar uma hipocalemia grave e potencialmente fatal, com risco de arritmias cardíacas. Portanto, a monitorização rigorosa do potássio e sua reposição adequada são passos essenciais e devem ser iniciados antes ou concomitantemente à insulina, garantindo a segurança do paciente.
Embora o potássio sérico possa parecer normal ou elevado inicialmente, o corpo total de potássio está depletado. A insulina, ao ser administrada, move o potássio para dentro das células, podendo causar hipocalemia grave e arritmias cardíacas.
A reposição de potássio deve ser iniciada assim que os níveis séricos estiverem abaixo de 5,0-5,2 mEq/L, geralmente após a fluidoterapia inicial e antes ou concomitantemente com o início da insulinoterapia.
Os pilares incluem fluidoterapia agressiva para correção da desidratação, insulinoterapia para reverter a cetoacidose e hiperglicemia, e reposição eletrolítica, principalmente de potássio.
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