Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
A terapia com fosfato na da Cetoacidose Diabética - CAD:
CAD: Reposição de fosfato de rotina NÃO é recomendada → não melhora desfechos e pode causar hipocalcemia.
Apesar da hipofosfatemia ser comum na cetoacidose diabética (CAD), a reposição de rotina não demonstrou benefício em desfechos clínicos importantes. A prática é reservada para casos de hipofosfatemia severa (< 1.0 mg/dL) com manifestações clínicas.
A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma complicação aguda do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, cetonemia e acidose metabólica. O tratamento baseia-se em três pilares: hidratação venosa, insulinoterapia e correção de distúrbios eletrolíticos, principalmente do potássio. Durante a CAD, ocorre uma depleção corporal total de fosfato devido à diurese osmótica. Com o início da insulinoterapia, o fosfato sérico tende a cair ainda mais, pois a insulina promove sua captação celular. Apesar da base teórica para a reposição, estudos clínicos não demonstraram benefícios da suplementação rotineira de fosfato. A terapia não altera a duração da acidose, a necessidade de insulina, a morbidade ou a mortalidade. Pelo contrário, a reposição intravenosa de fosfato pode ser perigosa, com risco de induzir hipocalcemia severa. Por isso, as diretrizes atuais recomendam que a reposição de fosfato seja reservada apenas para pacientes com hipofosfatemia grave (geralmente < 1,0 mg/dL) que apresentem consequências clínicas, como disfunção miocárdica ou fraqueza muscular respiratória.
A hipofosfatemia ocorre por dois motivos principais: a diurese osmótica inicial causa perda de fosfato na urina, e a terapia com insulina promove a entrada de fosfato para dentro das células junto com a glicose, diminuindo seus níveis séricos.
A reposição intravenosa de fosfato pode causar hipocalcemia grave e sintomática (tetania), pois o fosfato se liga ao cálcio. Também pode levar à formação de precipitados de fosfato de cálcio nos tecidos moles e rins.
A reposição é considerada em casos de hipofosfatemia severa (fosfato sérico < 1.0 mg/dL) associada a complicações como disfunção cardíaca, fraqueza muscular respiratória (rabdomiólise) ou hemólise.
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