Cetoacidose Diabética: Manejo da Hidratação e Insulinoterapia

HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2018

Enunciado

Mulher de 22 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 1 em uso de insulina glargina e lispro, é trazida à sala de emergência torporosa, desidratada, ritmo cardíaco regular, pressão arterial 118 x 82mmHg, abdome semi globoso, ruídos hidroaéreos preservados, sem visceromegalias, globalmente doloroso, sem defesa ou plastrão palpáveis. Exames com hemoglobina 10,9 g/dL (VR: 11,0-17,0) hematócrito 48% (VR: 36-46) leucograma 16800/mm³ com 12% bastões (VR: 1-6), plaquetas 156.000/mm³ (VR: 140.000-400.000). Creatinina = 1,3 mg/dL, Sódio = 130 mmol/L (VR: 136-145), Potássio = 5,4 mmol/L (VR: 3,5-5,1), Cálcio iônico = 1,09 mg/dL (VR: 1,17-1,32), Glicemia = 400 mg/dL (VR: 60-99mg/dL). Gasometria arterial com pH = 7,18, pCO2 = 30, pO2 = 87mmHg, Bicarbonato = 10, Base Excess (BE) = -15, SatO2 = 94%. Urina I cetonas 2+ leucócitos 20-30 por campo, nitrito negativo e flora bacteriana aumentada. Assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Os fatores de risco para cetoacidose diabética são: processos infecciosos, omissão do uso de insulina, abuso de álcool, gestação, infarto agudo do miocárdio, entre outros.
  2. B) No tratamento, o passo mais importante é a insulinoterapia, sendo preconizado dose 0,1-0,15 UI/Kg EV em bolus e manutenção de 0,1 UI/Kg/h em bomba de infusão contínua. A hidratação intravenosa é feita apenas em casos selecionados pois aumenta o estímulo adrenérgico acarretando em hipervolemia e aumentando mortalidade.
  3. C) Paciente apresenta quadro grave de acidose de etiologia metabólica e respiratória. 
  4. D) O cálculo do sódio plasmático deve ser realizado com correção de acordo com valores da glicemia, nesta paciente sendo de 134,8 mmol/L. 

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