Cetoacidose Diabética: Diagnóstico, Tratamento e Erros Comuns

CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015

Enunciado

Com relação à cetoacidose diabética, assinale a INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Se houver glicemia muito elevada (acima de 400 mg/dl) a mortalidade se iguala à da síndrome hiperosmolar não cetótica.
  2. B) Pode ser precipitada por infecções ou uso de drogas ilícitas.
  3. C) O quadro clínico pode simular abdome agudo.
  4. D) Pode haver leucocitose com desvio à esquerda, mesmo na ausência de infecção.
  5. E) Nos casos não complicados, pode ser tratada com hidratação e insulina de ação ultra- rápida subcutânea.

Pérola Clínica

CAD: glicemia alta, acidose metabólica, cetonúria. Mortalidade não se iguala à SHNC apenas pela glicemia. Hidratação e insulina IV são padrão-ouro.

Resumo-Chave

A mortalidade da cetoacidose diabética (CAD) não se iguala à da síndrome hiperosmolar não cetótica (SHNC) apenas pela glicemia elevada. A CAD, mesmo com glicemias muito altas, tem uma mortalidade geralmente menor que a SHNC, que cursa com desidratação mais grave e hiperosmolaridade extrema. O tratamento da CAD exige insulina intravenosa, não subcutânea.

Contexto Educacional

A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. É mais comum no diabetes tipo 1, mas pode ocorrer no tipo 2 em situações de estresse extremo. Fatores precipitantes incluem infecções, omissão de insulina, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, pancreatite e uso de certas drogas (ex: inibidores de SGLT2). O quadro clínico pode simular um abdome agudo devido à dor abdominal intensa, náuseas e vômitos. Outros sintomas incluem poliúria, polidipsia, desidratação, respiração de Kussmaul e hálito cetônico. Laboratorialmente, além da hiperglicemia, acidose e cetonúria, pode haver leucocitose com desvio à esquerda, mesmo na ausência de infecção, devido ao estresse fisiológico. A mortalidade da CAD é geralmente menor que a da síndrome hiperosmolar não cetótica (SHNC), que cursa com desidratação e hiperosmolaridade mais extremas, apesar de glicemias frequentemente mais elevadas. O tratamento da CAD é uma emergência médica e envolve hidratação intravenosa agressiva, insulinoterapia intravenosa contínua (não subcutânea em casos não complicados, como sugerido na alternativa incorreta), reposição de eletrólitos e identificação e tratamento da causa precipitante.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para cetoacidose diabética?

A CAD é diagnosticada pela tríade de hiperglicemia (>250 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7,30, bicarbonato < 18 mEq/L) e cetonemia/cetonúria significativas.

Qual a conduta inicial no tratamento da cetoacidose diabética?

O tratamento inicial da CAD envolve hidratação vigorosa com solução salina isotônica, insulinoterapia intravenosa contínua, reposição de eletrólitos (especialmente potássio) e identificação e tratamento do fator precipitante.

Como diferenciar cetoacidose diabética de síndrome hiperosmolar não cetótica?

A CAD cursa com acidose metabólica e cetonúria/cetonemia proeminentes, enquanto a SHNC apresenta hiperglicemia e hiperosmolaridade muito mais elevadas, sem acidose significativa ou cetose intensa.

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