UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é a segunda doença crônica mais prevalente na infância havendo cerca de 500 mil crianças e adolescentes com DM1 no mundo. Com evolução lenta e progressiva, requer tratamento intensivo de alto custo, sendo considerado um problema emergente na saúde da criança, exigindo atenção especializada e acompanhamento em longo prazo nas unidades de Atenção Primária a Saúde (APS). A complicação mais temida, associado a esse quadro é a cetoacidose diabética (CAD), sendo de suma importância o diagnóstico precoce e início do tratamento. Em relação aos efeitos colaterais relacionados ao tratamento da CAD, defina o distúrbio hidroeletrolítico mais comum:
Tratamento da CAD com insulina → ↑ entrada de K+ nas células → Hipocalemia.
Durante o tratamento da cetoacidose diabética, a administração de insulina promove a entrada de potássio para o interior das células, o que pode levar a uma queda significativa dos níveis séricos de potássio, resultando em hipocalemia, mesmo que o potássio inicial possa estar normal ou elevado.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença crônica autoimune que afeta principalmente crianças e adolescentes, caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas e deficiência absoluta de insulina. A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do DM1, frequentemente a primeira manifestação da doença ou desencadeada por infecções ou falha na adesão ao tratamento. É uma emergência pediátrica que requer reconhecimento e tratamento imediatos. A fisiopatologia da CAD envolve a deficiência de insulina, que leva à hiperglicemia, lipólise aumentada e produção de corpos cetônicos, resultando em acidose metabólica. A desidratação e os distúrbios eletrolíticos são componentes críticos. Embora o potássio total do corpo esteja geralmente depletado na CAD, o potássio sérico inicial pode estar normal ou até elevado devido ao deslocamento extracelular causado pela acidose e deficiência de insulina. O tratamento da CAD inclui hidratação venosa, insulinoterapia e correção dos distúrbios eletrolíticos. A hipocalemia é o distúrbio hidroeletrolítico mais comum e potencialmente fatal durante o tratamento da CAD. A administração de insulina, ao promover a entrada de glicose e potássio para o interior das células, e a correção da acidose, que reverte o deslocamento de potássio para o extracelular, podem levar a uma rápida e acentuada queda dos níveis séricos de potássio. A monitorização rigorosa do potássio e sua reposição adequada são essenciais para prevenir arritmias cardíacas e outras complicações.
Polidipsia, poliúria, perda de peso, náuseas, vômitos, dor abdominal e respiração de Kussmaul, podendo evoluir para alteração do nível de consciência.
A insulina e a correção da acidose promovem a entrada de potássio para o intracelular, diminuindo rapidamente os níveis séricos e exigindo reposição para evitar arritmias cardíacas.
A monitorização frequente do potássio sérico é crucial para guiar a reposição e prevenir arritmias cardíacas graves, que são a principal causa de mortalidade relacionada à hipocalemia na CAD.
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