Cetoacidose Diabética: Critérios de Resolução

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024

Enunciado

É critério de resolução da cetoacidose diabética:

Alternativas

  1. A) bicarbonato maior ou igual a 14 e aníon gap menor ou igual a 11.
  2. B) pH maior que 7,3 e bicarbonato maior ou igual a 15.
  3. C) pH maior que 7,2 e aníon gap menor ou igual a 12.
  4. D) bicarbonato maior ou igual a 14 e glicemia capilar menor que 300 mg/dL.
  5. E) glicemia capilar menor que 300 mg/dL e aníon gap menor ou igual a 11.

Pérola Clínica

Resolução CAD: pH > 7,3 E bicarbonato ≥ 15 mEq/L E ânion gap < 12 mEq/L.

Resumo-Chave

A resolução da cetoacidose diabética é definida por critérios bioquímicos que indicam a correção da acidose metabólica e a diminuição da produção de corpos cetônicos. Incluem pH sérico maior que 7,3, bicarbonato sérico maior ou igual a 15 mEq/L e ânion gap menor que 12 mEq/L, independentemente da glicemia.

Contexto Educacional

A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. É uma emergência médica que exige tratamento intensivo com fluidos, insulina e eletrólitos. A monitorização da resposta ao tratamento é fundamental, e a transição para a insulina subcutânea só deve ocorrer após a resolução da CAD, definida por critérios bioquímicos rigorosos. Os critérios de resolução da CAD são: pH sérico maior que 7,3, bicarbonato sérico maior ou igual a 15 mEq/L e ânion gap menor que 12 mEq/L. É importante ressaltar que a normalização da glicemia por si só não é suficiente para definir a resolução da CAD, pois a acidose metabólica pode persistir mesmo com níveis de glicose controlados. A compreensão desses critérios é essencial para guiar o manejo e evitar a interrupção prematura da insulinoterapia endovenosa. Para residentes, o domínio do manejo da CAD envolve não apenas o tratamento inicial, mas também a monitorização contínua dos parâmetros bioquímicos. A avaliação seriada do pH, bicarbonato e ânion gap permite acompanhar a correção da acidose e determinar o momento seguro para a transição do tratamento. Erros na interpretação desses critérios podem levar a recaídas ou prolongamento desnecessário da internação hospitalar.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para o diagnóstico de cetoacidose diabética?

Os critérios diagnósticos incluem hiperglicemia (geralmente > 250 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7,3 e bicarbonato < 18 mEq/L) e presença de cetonas no sangue ou urina. O ânion gap elevado (> 10-12 mEq/L) também é um achado importante.

Por que a glicemia capilar não é o único critério para a resolução da CAD?

A glicemia capilar pode normalizar rapidamente com a insulinoterapia, mas a acidose metabólica e a presença de cetonas podem persistir. A resolução da CAD requer a correção da acidose e a interrupção da cetogênese, refletidas pelo pH, bicarbonato e ânion gap.

Qual a importância do ânion gap na avaliação da cetoacidose diabética?

O ânion gap é crucial para monitorar a resolução da acidose metabólica. Um ânion gap elevado indica a presença de ácidos não mensuráveis (como os cetoácidos). A sua normalização (< 12 mEq/L) é um indicador de que a produção de cetoácidos diminuiu e que a acidose está sendo corrigida.

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