Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023
A cetoacidose diabética é uma urgência médica definida pela presença de acidose metabólica e:
CAD = Acidose metabólica (pH < 7.3, HCO3 < 18) + Cetonemia/Cetonúria + Hiperglicemia > 250 mg/dL.
A cetoacidose diabética (CAD) é caracterizada pela tríade de hiperglicemia (geralmente > 250 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7.3, bicarbonato < 18 mEq/L) e cetonemia/cetonúria. É uma complicação grave do diabetes que requer intervenção imediata para evitar morbimortalidade.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma das complicações agudas mais graves do diabetes mellitus, predominantemente do tipo 1, mas que pode ocorrer no tipo 2 em situações de estresse. Sua prevalência é significativa e o reconhecimento precoce é fundamental para um desfecho favorável, sendo uma condição de alta morbimortalidade se não tratada adequadamente. A fisiopatologia da CAD envolve uma deficiência absoluta ou relativa de insulina, combinada com um aumento dos hormônios contrarreguladores (glucagon, catecolaminas, cortisol e hormônio do crescimento). Isso leva a hiperglicemia severa devido à gliconeogênese e glicogenólise hepática, e à lipólise, que resulta na produção excessiva de ácidos graxos livres. Estes são convertidos em corpos cetônicos no fígado, causando a acidose metabólica. Os critérios diagnósticos incluem hiperglicemia (>250 mg/dL), acidose metabólica (pH < 7.3, bicarbonato < 18 mEq/L) e cetonemia/cetonúria. O manejo da CAD é uma urgência médica que exige hidratação vigorosa, insulinoterapia endovenosa e reposição eletrolítica, especialmente de potássio. Para residentes, é crucial dominar esses critérios e o plano de tratamento para garantir a segurança do paciente e a resolução da crise, evitando complicações como edema cerebral ou arritmias cardíacas.
Os sintomas incluem poliúria, polidipsia, perda de peso, náuseas, vômitos, dor abdominal, respiração de Kussmaul (profunda e rápida), hálito cetônico e alteração do nível de consciência, podendo evoluir para coma.
A CAD apresenta hiperglicemia (>250 mg/dL), acidose metabólica (pH <7.3, HCO3 <18) e cetonemia/cetonúria significativas. O EHH tem hiperglicemia mais grave (>600 mg/dL), osmolaridade sérica >320 mOsm/kg, ausência de acidose significativa (pH >7.3, HCO3 >18) e cetonas ausentes ou mínimas.
A acidose metabólica na CAD ocorre devido à deficiência de insulina, que leva à lipólise e à produção excessiva de corpos cetônicos (ácido beta-hidroxibutírico e acetoacetato). Esses ácidos se acumulam no sangue, diminuindo o pH e o bicarbonato sérico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo