UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021
Paciente de 17 anos chega a unidade de saúde com dor abdominal importante, náuseas e vômitos. De antecedentes, apresenta diabetes mellitus tipo 1 diagnosticado e faz reposição de insulina. A principal hipótese a ser afastada devido à gravidade é de:
DM1 + dor abdominal + náuseas/vômitos → Afastar Cetoacidose Diabética (CAD) URGENTE.
Em pacientes jovens com Diabetes Mellitus tipo 1 e sintomas gastrointestinais agudos, a cetoacidose diabética deve ser a principal suspeita devido à sua rápida progressão e potencial gravidade, exigindo intervenção imediata.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda grave do diabetes mellitus, mais comum no tipo 1, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. É uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes diabéticos, exigindo reconhecimento e tratamento imediatos. A fisiopatologia envolve a deficiência absoluta ou relativa de insulina, levando ao aumento da gliconeogênese e glicogenólise, e à lipólise com produção excessiva de corpos cetônicos. A suspeita deve surgir em pacientes diabéticos com sintomas gastrointestinais (dor abdominal, náuseas, vômitos), poliúria, polidipsia e alteração do nível de consciência. O tratamento da CAD é uma emergência médica e inclui hidratação vigorosa com cristaloides, insulinoterapia intravenosa contínua para suprimir a cetogênese e corrigir a hiperglicemia, e reposição de eletrólitos, principalmente potássio, que pode cair rapidamente com a insulinoterapia. O monitoramento contínuo é essencial para evitar complicações.
A cetoacidose diabética manifesta-se com hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. Clinicamente, os pacientes apresentam poliúria, polidipsia, perda de peso, náuseas, vômitos, dor abdominal, respiração de Kussmaul e hálito cetônico.
A conduta inicial envolve hidratação venosa agressiva com soro fisiológico, insulinoterapia contínua intravenosa, reposição de eletrólitos (especialmente potássio) e monitoramento rigoroso dos níveis de glicose, eletrólitos e pH.
A dor abdominal na CAD é difusa e inespecífica, sem sinais de irritação peritoneal. A presença de hiperglicemia, cetonúria/cetonemia e acidose metabólica no laboratório é crucial para o diagnóstico diferencial.
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