SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2020
As avaliações dos distúrbios ácido-básicos devem incluir um cálculo simples do hiato aniônico (ânion gap), que representa os ânions não medidos no plasma (normalmente de 10 a 12 mmol/L) e é calculado da seguinte maneira: Hiato Aniônico = Na+ - (Cl- + HCO₃-); Os ânions não medidos incluem as proteínas aniônicas (p. ex., albumina), o fosfato, o sulfato e os ânions orgânicos. Sobre este tema, leia as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:
Cetoacidose alcoólica = interrupção brusca de álcool + má nutrição em alcoolistas crônicos.
A cetoacidose alcoólica é uma condição metabólica que ocorre em pacientes alcoolistas crônicos após um período de ingestão reduzida de álcool e má nutrição, levando à produção excessiva de corpos cetônicos.
Os distúrbios ácido-básicos são condições clínicas frequentes e complexas, exigindo uma compreensão aprofundada da fisiologia renal e respiratória. O cálculo do hiato aniônico (ânion gap) é uma ferramenta diagnóstica crucial para diferenciar as causas de acidose metabólica, sendo um tópico de alta relevância em provas de residência e na prática clínica. A cetoacidose alcoólica é um tipo de acidose metabólica com ânion gap aumentado, caracterizada pela produção excessiva de corpos cetônicos em pacientes com histórico de alcoolismo crônico. Diferentemente da cetoacidose diabética, não há hiperglicemia acentuada. Ocorre tipicamente após um período de jejum e interrupção do consumo de álcool, que leva à depleção de glicogênio, aumento da lipólise e desequilíbrio redox hepático. O tratamento da cetoacidose alcoólica envolve a reposição volêmica, glicose (para inibir a cetogênese) e eletrólitos, com monitoramento cuidadoso. A reposição de bicarbonato é raramente necessária. É fundamental diferenciar das outras cetoacidoses e acidoses metabólicas para um manejo adequado e evitar complicações.
As principais causas incluem cetoacidose (diabética, alcoólica, de jejum), acidose lática, insuficiência renal e intoxicações por substâncias como salicilatos, metanol e etilenoglicol.
A reposição de bicarbonato não é rotineira na cetoacidose diabética e é geralmente reservada para casos de acidose muito grave, com pH < 6.9 ou 7.0, devido a potenciais efeitos adversos e falta de benefício comprovado na mortalidade.
Ocorre em alcoolistas crônicos após interrupção do consumo de álcool e má nutrição, levando à depleção de glicogênio, aumento da lipólise e desvio do metabolismo hepático para a produção de corpos cetônicos, principalmente beta-hidroxibutirato.
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