UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2019
A medida preventiva relacionada a maior média de aumento da expectativa da vida em uma população é:
Abandono do tabagismo → maior ganho em expectativa de vida na prevenção primária.
A cessação do tabagismo é a intervenção de saúde pública com o maior impacto individual e populacional na redução da morbimortalidade e no aumento da expectativa de vida, superando o rastreamento de câncer ou exercícios isolados. O tabagismo é um fator de risco modificável para inúmeras doenças crônicas.
A cessação do tabagismo representa uma das intervenções de saúde pública mais custo-efetivas e com maior impacto na morbimortalidade e na expectativa de vida de uma população. O tabagismo é um fator de risco modificável para uma vasta gama de doenças crônicas não transmissíveis, incluindo doenças cardiovasculares, câncer (pulmão, boca, esôfago, bexiga, etc.), doenças respiratórias crônicas (DPOC) e diabetes tipo 2. A fisiopatologia do tabagismo envolve a exposição a milhares de substâncias tóxicas e carcinogênicas que causam inflamação sistêmica, disfunção endotelial, estresse oxidativo e danos ao DNA. A interrupção do hábito de fumar leva a uma rápida melhora na função cardiovascular e pulmonar, com redução progressiva do risco de doenças ao longo do tempo. O tratamento para a cessação do tabagismo deve ser individualizado, combinando aconselhamento comportamental com farmacoterapia (terapia de reposição de nicotina, bupropiona, vareniclina). É crucial que os profissionais de saúde abordem o tabagismo em todas as consultas, oferecendo suporte e encaminhamento para programas específicos, visando maximizar o ganho em saúde e qualidade de vida.
A cessação do tabagismo reduz drasticamente o risco de doenças cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias crônicas e aumenta significativamente a expectativa de vida, mesmo em idades avançadas.
Enquanto rastreamentos como mamografia e Papanicolau detectam doenças precocemente, a cessação do tabagismo atua na prevenção primária de múltiplos fatores de risco, evitando o desenvolvimento de diversas patologias.
As estratégias incluem aconselhamento breve, terapia de reposição de nicotina, medicamentos como bupropiona e vareniclina, e suporte psicossocial, adaptados às necessidades individuais do paciente.
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