SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020
Homem, 68 anos, tabagista por 30 anos, apresenta episódios frequentes de descompensação pulmonar, inclusive com internações por pneumonia. Qual das medidas abaixo tem demonstrado efeito positivo no alívio dos sintomas e para a diminuição da frequência e da gravidade das exacerbações, reduzindo a taxa de declino da função pulmonar.
Cessação do tabagismo é a ÚNICA medida que comprovadamente reduz o declínio da função pulmonar na DPOC.
A cessação do tabagismo é a intervenção mais eficaz e a única que comprovadamente altera a história natural da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), reduzindo a taxa de declínio da função pulmonar, a frequência e gravidade das exacerbações, e melhorando a sobrevida. Outras medidas aliviam sintomas ou tratam exacerbações, mas não modificam o curso da doença como o abandono do cigarro.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma enfermidade respiratória progressiva, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição significativa a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator de risco. A DPOC é uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, e seu manejo visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida. A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas, parênquima pulmonar e vasculatura pulmonar, levando a bronquiolite obstrutiva e enfisema. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que demonstra obstrução do fluxo aéreo não totalmente reversível. Pacientes com DPOC frequentemente apresentam dispneia, tosse crônica e produção de escarro, além de episódios de exacerbação que podem levar a hospitalizações. Entre todas as intervenções para a DPOC, a cessação do tabagismo é, de longe, a mais importante e a única que comprovadamente modifica a história natural da doença. Ela retarda o declínio da função pulmonar, reduz a frequência e gravidade das exacerbações, e melhora a sobrevida. Outras terapias, como broncodilatadores de longa ação, corticosteroides inalatórios (em casos selecionados), reabilitação pulmonar e oxigenoterapia, são cruciais para o controle sintomático e a qualidade de vida, mas não têm o mesmo impacto na progressão da doença que o abandono do cigarro.
A cessação do tabagismo é a intervenção mais eficaz na DPOC, pois retarda o declínio da função pulmonar, diminui a frequência e gravidade das exacerbações, melhora a qualidade de vida e aumenta a sobrevida dos pacientes.
Outras medidas incluem o uso de broncodilatadores (beta-agonistas e anticolinérgicos de longa ação), reabilitação pulmonar, vacinação (influenza e pneumococo), oxigenoterapia em casos de hipoxemia crônica e, em alguns casos, corticosteroides inalatórios.
As exacerbações de DPOC são eventos agudos que levam a uma piora dos sintomas respiratórios e podem acelerar o declínio da função pulmonar, aumentar a mortalidade e a frequência de internações, impactando negativamente a qualidade de vida do paciente.
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